Associação dos Geógrafos Brasileiros

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AGB VII FALA PROFESSOR JUIZ DE FORA-MG 2011

O contexto e o cotidiano do trabalho educativo em Geografia

RELATO DE EXPERIÊNCIAS

A QUESTÃO DO LIVRO DIDÁTICO – RELATO 7


LIVRO DIDÁTICO: ODEIO MAS NÃO LARGO

 

COORDENAÇÃO: Marcos Couto e Claudinei Lourenço 


O livro didático está muito presente na prática pedagógica e ganha mais importância e centralidade na medida em que a precarização do trabalho docente se aprofunda. O tempo de planejamento, a presença dos professores nas escolas, a melhoria salarial, a formação continuada, o apoio técnico para a produção de materiais didáticos são condições indispensáveis a autonomia do professor na escolha e no uso de diversos materiais didáticos. Diante destes pressupostos, o grupo debateu os seguintes pontos:

  1. No contexto da precarização vigente, o Programa Nacional do Livro Didático - PNLD – ganha dimensões extraordinárias, consubstanciada numa economia política do livro didático que envolve muitos recursos e empresas do setor gráfico nacionais e internacionais. Em 2009 o MEC investiu cerca de 1 bilhão de reais no PNLD.

  2. Homogeneização dos livros que são produzidos segundo os critérios de avaliação do MEC que, por sua vez, toma como referência os Parâmetros Curriculares Nacionais-PCNs e o mercado produtor do Sudeste, com poucas distinções teórico-metodológicas.

  3. As imagens (fotos, gráficos, mapas) reproduzem estereótipos, homogeneizando a leitura do espaço geográfico. A crítica das imagens pressupõe a autonomia crítica (teórica e prática) para que o professor não seja apenas um aplicador do conteúdo dos livros didáticos.

  4. Os livros didáticos são rejeitados pelos alunos, pois seu conteúdo e seu discurso não contempla sua realidade, não afirmada nada sobre ela.

  5. A contradição entre os livros didáticos pautados na avaliação do MEC e nos PCNs com os currículos regionais (estaduais ou municipais).

 

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