Associação dos Geógrafos Brasileiros

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ATA DA PLENÁRIA DO VII ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE GEOGRAFIA – FALA PROFESSOR - JUIZ DE FORA

11 A 15 DE NOVEMBRO DE 2011


Pauta: 1. Avaliação do Encontro; 2. Relato da Plenária dos GTs; 3. Prestação de contas; 4. Propostas e Moções.


1. Avaliação do Encontro

AGB-Juiz de Fora: Relatou os motivos pelo qual a Seção Local - Juiz de Fora - propôs sediar o Evento:

- refundação da Seção Local, após quase duas décadas;

- participação dos estudantes nas atividades sindicais;

- não haver sede para o Fala.

Assim, a Seção se dispôs a realizar o Encontro mesmo correndo o risco deste ter inúmeros problemas. A avaliação foi positiva. Um marco histórico, tanto para a Seção, quanto pelo formato adotado na organização do FALA PROFESSOR 2011, uma proposta diferenciada que, na percepção da Seção Local, só desagradou aos que comungam com as formas convencionais e conservadoras de Encontro. Mesmo assim a Seção Local Juiz de Fora declarou o desejo de que houvesse um registro escrito dos relatos de experiência feitos pelos professores.

A Local Juiz de Fora, considerou um encontro pequeno, mas ressaltou que se as expectativas de vinda de todos os inscritos fosse confirmada, mesmo sendo em número bem menor do que nos Encontros anteriores, a organização local não teria condições de atender as demandas de forma adequada. Nesse sentido os principais problemas apontados foram: a falta de um local mais estruturado para as refeições; o reduzido número de pessoas trabalhando no Encontro. Houve discordância nesse ponto. No entanto, foi levantado que houve muito atraso no almoço para 350 inscritos e se viessem 500 seria impossível atender a todos e todas. Foram questionados os motivos da falta daqueles que se inscreveram, mas não vieram. O que foi possível inferir é que há pouco entendimento por parte dos associados em relação ao formato do encontro (não existir trabalho escrito e apresentação formal). Não houve relato declarando os motivos mais contundentes com relação à ausência. O alojamento foi positivo e acertado, mantendo o principio de criação de oportunidades para que todos participem.


Avaliação 2

Foi avaliado que o formato do Encontro deve ser mantido. Em que pesem todas as críticas, os participantes descreveram o quanto foram importantes os relatos de experiência, por parte dos professores da educação básica. Houve, também sugestões de publicização dos relatos, desde que seja garantido que os trabalhos serão relatos de experiências de professores da rede de educação básica, excluindo-se assim trabalhos acadêmicos e pesquisas de doutorado, mestrado, iniciação científica ou projetos vinculados a docentes de ensino superior. No geral, em histórico feito dos últimos encontros, destacou-se a importância da criação de uma estrutura para que os professores tivessem mais participação. Nesse sentido o formato foi muito bom, a prova disso foi a grande diversidade regional entre os professores participantes.


Avaliação 3

Primeira vez que participa e achou positivo. Parabenizou a Seção Local pela
divulgação feita na Escola. Sugeriu uma forma de registro para os relatos de experiência, diante da importância de criação de um acervo de memória. E, considerando que um formato novo pede um registro novo, sugeriu formas alternativas de registro


Avaliação 4

Levantou a proposta de publicar os relatos. De acordo com essa avaliação a publicação facilita a participação dos professores e é importante para a pontuação. Isso não inviabiliza um encontro que foi de fato foi mais horizontal, onde houve encontro dos professores da educação básica. Foi um espaço onde foi possível se identificar enquanto professor.


Avaliação 5

Questionou a participação dos professores em outros encontros, sobretudo nos Fala Professor anteriores. Quantos professores de fato participam do Fala Professor? Qual é a proporção de professores entre os sócios?


Mesa

Esclareceu a opção pela certificação apenas para o conjunto do encontro, desconstituindo assim as certificações pessoais e particularistas por atividades.


Avaliação 6

O formato do Fala Professor 2011 foi uma reafirmação da horizontalidade proposta pela AGB, em todas as suas instâncias. Principio da acessibilidade do Encontro: preço baixo, política de alojamento e formato das atividades do encontro.

Fez uma defesa de manutenção do formato do Fala. Ressaltou que a organização de encontros não pode se tornar impeditiva da militância que os associados da AGB procuram desenvolver nas Seções Locais, no cotidiano e na articulação nacional, seja através dos Grupos de Trabalhos ou em ações com os parceiros da AGB.

Compreendeu a manifestação da plenária quanto à necessidade de explicações mais claras sobre as atividades do Encontro. Pedagogicamente algumas siglas e indicações não são suficientemente objetivas.


Avaliação 7

Avaliou que o Encontro não comporta todos os segmentos, não há espaços, por exemplo, para maior acessibilidade e atividades para Crianças e Idosos.


1. Encaminhamentos

A partir das avaliações, foram destacadas questões para serem amadurecidas, discutidas, e formuladas posteriormente como propostas:

  • Esclarecer melhor aos associados o formato dos relatos de experiência.

  • Avaliar a possibilidade de publicação dos relatos e garantir uma forma de registro dos mesmos para efeito de memória.

  • Avaliar o valor da inscrição do Encontro ou ao menos justificar mais detalhadamente o valor.

  • Investir na divulgação juntos aos professores da Rede de Educação Básica.

  • Esclarecer melhor o funcionamento dos GTs.

  • Criar mecanismos para divulgação e memória dos encontros.

  • Colocar em pauta nas próximas reuniões deliberativas a questão da certificação do Encontro, principalmente dos relatos.


2. Relato da Plenária dos GTs

Foi relatado sobre a dinâmica de funcionamento dos 5 GTs durante dois dias no Encontro.

  • GT 01 – GT AGB-ANPEGE-CONEEG – Proponente: DEN/AGB.

  • GT 02 – Grandes projetos de desenvolvimento e seus impactos sobre o espaço agrário brasileiro – Proponente: GT Assuntos Agrários.

  • GT 03 Proposta de atividades para os Grupos de Trabalhos (GTs) no VII Fala Professor – Proponente: GT Ensino e Formação.

  • GT 04 – Políticas Educacionais e Precarização do Ensino – Proponente: Seção Niterói.

  • GT 05 – PNE (Plano Nacional de Educação), das Reformas Educacionais e da Lei nº 12.101 do Piso Salarial Nacional para os Educadores – Proponente: Seção Juiz de Fora.


3. Prestação de contas

Apresentada uma prévia da prestação de contas e após alguns esclarecimentos a mesma foi aprovada.


4. Propostas e moções

  • Indicativo de sede para o VIII Encontro Nacional de Ensino de Geografia - Fala Professor. Foi feita a leitura de ata do ENG de 2008 em São Paulo sobre o período de realização do FALA NACIONAL, apontando para a possibilidade da realização de 4 em 4 anos, viabilizando no ano seguinte ao FALA NACIONAL a realização dos FALAS REGIONAIS. Foi apresentada pelo Nelson, a pedido da Seção Local Londrina, a proposta de realização do VIII Fala Professor em Londrina/PR. Ficou deliberado que este indicativo voltará a ser debatido nas próximas RGCs e deverá ser apresentado à Plenária Final do XVII ENG.

  • GT 01 – Manutenção do GT AGB-ANPEGE-CONEEG aprovada.

  • GT 01 – Que o GT (AGB-ANPEGE-CONEEG), atue nos programas de pós-graduação no sentido de fomentarem o debate em torno da necessidade de criação de programas e linhas de pesquisas para o Ensino de Geografia. E, também discutirem em seus fóruns a necessidade dos programas de pós-graduação valorizar a experiência docência em seus critérios de seleção aprovada.

  • GTs 3, 4 e 5 - Adesão da AGB à campanha?10% do PIB para a Educação Já" - aprovada.

  • GTs 3, 4 e 5 - Lei do Piso. Após ampla discussão foi construído um conjunto de propostas como indicativos para os Grupos de Trabalho e uma proposta de alteração na Lei do Piso que será realizado em conjunto com sindicatos e associações que tem o mesmo interesse.

  • GTs 3, 4 e 5 - PNE. Foi construído um conjunto de propostas como indicativos para os Grupos de Trabalho, proponentes e articulação dos GTs.

  • GTs 3, 4 e 5 - Propostas de encaminhamento para as Seções Locais: 1) Informar para a DEN se existe o GT de Ensino (caso sim, o que fazem e os nomes dos integrantes); 2) Através do GTs de Ensino, organizar uma investigação juntos aos cursos de formação de professores em geografia pós DCN 2002, tendo como eixo a análise do PPP de cada curso; 3) Ampliar (ou criar) mecanismos de aproximação e divulgação permanente das atividades da AGB com os departamentos de geografias e faculdades de educação das IES, com as secretarias de educação dos municípios e estados, complementado-se a articulação com rede privada; 4) Ampliar (ou criar) mecanismos de aproximação e divulgação permanente das atividades da AGB no cotidiano do professor da escola básica; 5) Realizar seminários, ciclos de debates sobre Política Educacional e seus impactos na prática docente, nos cursos de graduação; permitindo o contato dos graduandos com as condições em que a prática docente se realiza; 6) Incentivar a formação continuada, em diferentes modalidades (cursos, oficinas, cursos de pós-graduação, e em diferentes espaços (escolas, universidades, secretarias, institutos).

  • GTs 3, 4 e 5 - Propostas de encaminhamento para o GT Nacional: 1) Reorganizar a lista de integrantes do ensino na DEN e atualizar no site da AGB; 2) Incentivar e orientar a ampliação da participação dos professores da educação básica nas AGBs locais (como associados), procurando reestruturar organicamente os GTs locais; 3) Propor e orientar a discussão sobre os seguintes temas com a ANPEGE e CONEEG: novas linhas de pesquisa sobre o ensino de geografia nos programas de pós-graduação em geografia; reestruturação de critérios no processo de seleção para a pós-graduação (ex. aproveitamento do uso da experiência docente, etc.); 4) criação de eixos de trabalhos por tempo determinado para os GTs e que a integração seja construída pelas locais; 5) Garantir a presença da disciplina geografia nos três anos do ensino médio; 5) Contra a aprovação pelo Congresso Nacional da proposta de aumentar o ano letivo de 200 para 220 dias.  Já houve aumento de 180 para 200 dias no governo Collor e isso não resultou em melhoria da qualidade da escola. O aumento não é solução para os problemas que a escola enfrenta. Debater propostas de escola integral, de aumento do tempo de permanência dos alunos e professores nas escolas. GT deve preparar moção para enviar ao Congresso; 6) Criar mecanismo de unificar a luta com os movimentos sociais da América Latina.

  • GTs 3, 4 e 5 - Propostas de encaminhamento gerais para os GTs Ensino/AGB, proponentes dos GTs e a Articulação dos GTs: 1) Ações para a profissionalização e contrários à precarização do trabalho docente: aulas de geografia ministradas por professores licenciados em geografia; professor concursado, com plano de carreira que valorize a formação continuada e valorização salarial através de piso nacional; aumento da carga horária da disciplina com no mínimo 3 tempos no ensino fundamental e 2 no ensino médio; 1/3 da carga horária de trabalho dedicada ao planejamento; 2) Incentivar os professores por meio dos sindicatos ações no Ministério Público que garantam as condições da profissionalização. Por exemplo, ações contra prefeituras que têm professores aprovados em concurso, mas que admitem na forma de contrato provisório.

  • GT 02 - Moções em Anexo foram aprovadas.

  • GT 05 - Carta ao Governo de Minas Gerais. Essa carta foi lida em plenária estava manuscrita - ficou de ser digitada e corrgida pelo Regis (JF) e em seguida seria dado o encaminhamento.

Não havendo mais nada para tratar a plenária foi encerrada.


 

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