Página PrincipalAtas das RGCs122ª RGC - Catalão/GO - 05 a 07/06/2015

122ª RGC - Catalão/GO - 05 a 07/06/2015

Ata da 122ª Reunião de Gestão Coletiva da AGB

– Catalão/GO –

05, 06 e 07 de junho de 2015

 

Seções credenciadas: Campinas; Maringá; Rio de Janeiro; Viçosa; Vitória; Dourados; Catalão; Ituiutaba; São Luís; Cuiabá; Três Lagoas; Presidente Prudente e Pró-SL Rio Claro.

Seções que justificaram ausência e enviaram contribuições: Porto Alegre, São Paulo e Niterói;

 

Presentes: Thalismar M. Gonçalves (SL Vitória e DEN); Márcio Cataia (SL Campinas e DEN); Gláucia Oliveira (SL Cuiabá); Emerson M. de Santana (SL Cuiabá); Tiago Evandro Pinto (Pró SL Rio Claro); Eduardo Carlini (Pró SL Rio Claro); Victor de Melo (SL Rio); Valéria Lima (SL Maringá); Raul Brandão (SL Catalão); Igor Gomes (SL Dourados); Guilherme Whitacker (SL Presidente Prudente); Cláudia da Costa (SL Ituiutaba); Laurindo Pedrosa (SL Catalão); Luciano Duarte (SL Campinas); Lara S. Caccia (SL Porto Alegre e DEN); Natália F. Bellentani ((Pró SL Rio Claro e DEN); André Bersani (SL Três Lagoas); Felipe R. Lopes (DEN); Cilícia Brito (SL São Luís); Gabriel de Melo Neto (SL Catalão); Luís H. Vieira (SL Viçosa e DEN); José Gomes Jr. (SL Viçosa); Renan F. Nascimento (SL Viçosa); Jairison da Paixão e Costa (SL Catalão); Paulo César P. (SL Catalão); Bruno R. Guimarães (SL Catalão).

 

 

  1. 1.Abertura

 

As Seções Locais (SL) Niterói e Maringá apresentaram destaques sobre a Ata da 121ª RGC (Niterói/RJ). Sendo aprovados os destaques e com as alterações propostas, a Ata da 121ª RGC foi aprovada e será divulgada novamente com as alterações.

 

  1. 2.Informes das Locais.

 

Catalão: Apresentação da conjuntura local pela Seção Catalão. A AGB tem se rearticulado em Catalão desde 2012, embora a Seção Local seja mais antiga, inclusive tendo participado da organização do V CBG, realizado em Goiânia, em 2004. Na última década o município de Catalão tem apresentado significativo crescimento econômico, figurando entre as cidades com maior PIB e a 2ª renda per capita de Goiás. Neste contexto, destacam-se atividades da mineração, do agronegócio e parque industrial automobilístico. Este crescimento econômico tem promovido uma série de impactos no município, especialmente no que tange o meio ambiente, os camponeses, os trabalhadores e a dinâmica urbana. A SL Catalão tem desenvolvido suas ações em diferentes frentes ou eixos: impactos da mineração; a questão hídrica; a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM); a luta para criação do Parque Ecológico de uma área de remanescente de Cerrado, entre outras. A partir de GTs, a SL tem articulado ações junto a outras entidades (ambientalistas, movimentos sociais do campo e da cidade, igreja católica, sindicatos, etc.), seja em Fóruns ou espaços institucionalizados como o Conselho da Cidade. Por meio do saber geográfico a SL 

Catalão tem questionando o atual modelo de desenvolvimento imposto sobre Catalão, promovendo denúncias e apresentando alternativas.

 

Ituiutaba: a Seção Local tem apresentado dificuldades para a mobilização dos/as geógrafos/as. Apesar disso, a SL tem se mostrando presente na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A SL elaborou uma carta de repúdio sobre a presença da Polícia Militar no Campus da UFU. No período das eleições, a SL promoveu diversos debates, refletindo a conjuntura política. Atualmente, nota-se que a AGB sofre uma forte oposição dentro da Universidade (UFU). A partir da arrecadação das associações foi possível registrar a nova diretoria no cartório. Alguns problemas da cidade de Ituiutaba, como por exemplo, transporte coletivo e usinas de cana de açúcar são questões tratadas nos diálogos da SL. A Seção Local tem divulgado a AGB nos eventos da UFU com intuito de proporcionar maior visibilidade para entidade.

 

Campinas: a Seção Local promove um ponto de doação e circulação de livros na Unicamp. Publicação do Volume 4, número 1, da Boletim Campineiro de Geografia, com seis artigos e uma resenha. Teve ainda uma entrevista com a geógrafa cubana Luisa Iñiguez Rojas. O GT de urbana promoveu o evento “Regionalização e Planejamento: contribuições à revisão do Plano Diretor de Campinas”, em parceria com outras entidades do município. Ocorreu eleição de nova diretoria da Seção Local (Diretor: Fabrício Gallo e Vice-diretor: Vicente Eudes Lemos Alves). Divulgação de nota de repúdio a violência policial contra os professores no Estado do Paraná. A Seção Local participa do Fórum do Plano Diretor Participativo.

 

Dourados: não houve relato.

 

Maringá: a Seção Local tem concentrado suas ações na questão dos movimentos de greve dos professores da educação básica e do ensino superior Universidade Estadual de Maringá (UEM). Destaca-se primeiro a luta pela não aprovação do projeto de reestruturação da previdência (do âmbito do governo estadual que atingirá os funcionários públicos). Após pressão popular, foi elaborado um novo projeto. Porém, não houve discussão com os professores, e este projeto foi aprovado; Depois a luta pela data-base; Além disso a SL promoveu uma palestra junto com movimento de greve e contaram com a presença do Prof. Douglas Santos debatendo as contradições e limites do capitalismo; A segunda fase da greve focou nos esforços para compreender os impactos sobre o Ensino Médio, com isso ocorreu a promoção de uma mesa redonda para discutir a proposta de reformulação do Ensino Médio. Além da questão da educação, a SL também tem atuado com o GT de Assuntos Profissionais (atuação junto com Empresa Júnior) e realiza estudos sobre a legislação que regulamenta a atuação dos geógrafos, questionamentos sobre a forma como o CREA tem dificultado a atuação dos Geógrafos, entre outros.

 

Rio de Janeiro: a Seção Local tem promovido plantões em sua sede com objetivo da proporcionar maior visibilidade da entidade. Foi divulgada nota de apoio ao Professor Bruno Mendes que foi afastado de seus trabalhos pela Prefeitura do Rio de Janeiro por seus posicionamentos políticos. Houve eleição de nova diretoria, tendo Luís Henrique dos Santos (Marola) como diretor e Isabella Vitória C. P. Pedroso como vice-diretora. O GT de Educação tem focado na questão da polivalência do professor de educação básica. O GT de Agrária (juntamente com a Seção Local Niterói) tem concentrado seus esforços nos impactos da construção da Barragem do Guapiaçu.

 

Cuiabá: a Seção Local tem passado por um processo de reestruturação. O foco das atividades neste período está relacionado ao Fala Professor: aproximação com as Secretarias de Educação Municipal e Estadual, com intuito de possibilitar maior divulgação dos eventos locais e também para tentar pautar a discussão do Currículo. A SL buscará apoio do Sindicato dos professores para conseguir ônibus para o transporte de participantes do VIII Fala Professor.

 

Catalão: a Seção Local está vinculada a dois conselhos municipais: meio ambiente e cidades. Em diversos momentos, a SL pensou na possibilidade de se retirar destes espaços institucionais, a partir da seguinte constatação: Primeiro, a AGB é, praticamente, a única voz destoante; Depois, a presença nos conselhos, no âmbito burocrático, chancela diversos posicionamentos que a entidade discorda politicamente. Por outro lado, a presença nestes espaços promove visibilidade da entidade e a possibilidade de construção de articulações com entidades comprometidas com a defesa do meio ambiente e o combate a processos excludentes de toda ordem. O Professor Paulo Orlando participa de dois Comitês de Bacias Hidrográficas, embora esteja representando a Universidade Federal de Goiás, por ser agebeano a pauta da entidade é garantida em tal espaço. Houve uma reunião com o Sindicato dos Professores com intuito de promover uma atividade para se discutir a proposta de reforma do Ensino Médio. A SL está compondo do Bloco Alternativo, formado por uma série de entidades comprometidas com as lutas dos trabalhadores e camponeses.

 

Viçosa: O Grupo de Trabalho (GT) de Ambiente vem trabalhando na elaboração de um laudo sobre os impactos do Mineroduto da Ferrous na bacia do Córrego Turvo Limpo. Esse trabalho contou com diversas atividades de campo, entrevistas e tabulação de dados. A SL compõe a Campanha pelas Águas e contra o Mineroduto da Ferrous. O GT de Educação: promoção de espaço dentro do Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV), articulação com os cursinhos populares da Zona da Mata Mineira, recepção dos calouros (trabalho de campo sobre o contexto geo-histórico da Zona da Mata Mineira e Viçosa). Promoção de Fórum (dois dias) sobre a proposta de reformulação do Ensino Médio. O deputado que propôs o Projeto foi convidado para participar, porém não compareceu. O GT de Educação pretende elaborar um manifesto sobre a questão da reforma curricular do Ensino Médio.

 

Presidente Prudente: a Seção Local se rearticulou em 2013. Ainda há dificuldade de articulação a partir da saída de alguns membros. A SL encontra-se regularizada e com sede própria na Faculdade de Ciências e Tecnologia – Unesp/P. Prudente. Há problemas políticos da AGB com o Departamento de Geografia em função do posicionamento da entidade na eleição para Reitor. Tem ocorrido aproximações com movimentos ligados a terra e também com Movimento Passe Livre (MPL) e Levante da Juventude. Participação no cursinho popular Rosa Luxemburgo. A SL possui duas Comissões: Ensino e Assuntos Profissionais. O periódico “Caderno Prudentino de Geografia” encontra-se ativo, porém a periodicidade é irregular. O evento do dia do Geógrafo teve como tema “Ser Geógrafo” e contou com a presença de Márcio Cataia (Presidente da DEN da AGB). A Semana da Geografia, que ocorrerá em outubro, terá como tema a AGB, que faz 40 anos em Presidente Prudente. Como parte deste evento, a SL tem trabalhado em um documentário e entrevistas com agebeanos mais experientes. A SL tem se articulado para levar um ônibus para o Fala Professor.

 

Pró Rio Claro: a Pró-Seção tem tocado o desafio de resgatar o histórico da AGB em Rio Claro. Aproximação com professores da Rede Estadual de São Paulo, promoção de mesa redonda sobre a questão da greve da educação pública, organização de confraternização para contribuir com o financiamento do movimento de greve e lançamento de nota de apoio aos professores na imprensa local. A Pró-Seção tem composto uma frente de esquerda que tem pensado e discutido a questão da redução da maioridade penal e a problemática da violência contra jovens no Brasil.

 

São Luís: a Seção Local conta com os GTs de agrária e urbana. Questão agrária: foco na violência no campo, juntamente com outros movimentos sociais, CNBB, etc. Questão urbana: concentração de esforços na revisão do Plano Diretor de São Luís e também no Plano Diretor de outros municípios. Diálogo com outros municípios do Estado do Maranhão sobre a rearticulação de Seções Locais da AGB.

 

Vitória: os Grupos de Trabalho de ambiente, urbana e educação continuam desarticulados. A SL promoveu no dia do Geógrafo um debate sobre a proposta de reforma do Ensino Médio com a presença de professores das disciplinas da área de Ciências Humanas, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

 

Niterói: A Seção Local participou da III SEGEO – A Construção de Conhecimento e o Espaço de Formação Docente que foi realizada no IFF – Campos. As reuniões dos Grupos de Trabalho de Urbana, Agrária e Ensino vêm ocorrendo regulamente com uma reunião por mês.

 

São Paulo: não houve relato.

 

Porto Alegre: A Seção Local vem realizando debates para a elaboração do projeto para o XXXIV Encontro Estadual de Geografia: “Unidade e diversidade: trajetórias e perspectivas das geografias do sul” que ocorrerá entre 13 e 15 de novembro de 2015; O Boletim de Geografia Gaúcho (BGG) foi incluído no Portal de Periódicos da Capes desde a última semana de maio; O BGG V.42 n.2 está em fase de finalização; No Dia do Geógrafo ocorreram 2 eventos em parceria com a Associação dos Geógrafos Profissionais do RS (AGP-RS); A SL participou de uma atividade na PUC/RS – Jornada Acadêmica da PUC; As Comissões de Movimento Urbano, Movimento Ambiental, Ensino e Geografia dos Corpos Impuros estão ativas. Será realizado o Encontro das Comissões da AGB Porto Alegre.

 

 

 

            3.  Relação Locais-Nacional

 

 

 

Catalão: a partir da construção do Fala Professor a SL Catalão debateu ferramentas de comunicação entre as Seções de GO e do Triângulo Mineiro. Diagnóstico e papel das redes sociais na divulgação do evento.

 

Cuiabá: a SL considera problemática a comunicação com a DEN, tendo em vista que não houve retorno parte da DEN quando foi acionada.

 

Viçosa: é um desafio transpor escalas e compreender o sentido da AGB na escala local e nacional. Essa relação locais-nacional se realiza de forma plena nos eventos nacionais da entidade. É necessário construir redes de SL a partir de encontros presenciais.

 

São Luís: a SL compreende que a lista interseções apresenta limites para a comunicação interna da AGB. Há compreensão de ausência de diálogo entre a DEN e as Seções Locais. Até momento São Luis não foi incluída na página da AGB.

 

Niterói: o canal de comunicação da AGB é a lista interseções. Para a SL as Diretorias Locais devem inscrever todos os contatos de seus membros na lista Interseções.

 

Presidente Prudente: há alguns temas que as Seções Locais não têm autonomia para tratar, como, por exemplo, a questão dos bacharéis e o CREA.

 

Rio Claro: é preciso construir um entendimento coletivo do que é a AGB Nacional (composta pelo conjunto das Seções Locais e DEN) e do que é a DEN.

 

Encaminhamento: com objetivo de potencializar a comunicação entre as Seções Locais e entre as Seções Locais e a DEN, os membros das diretorias locais devem se inscrever na lista interseções;

 

 

 

            4. Prestação de Contas e Política Financeira

 

 

 

Exposição do tesoureiro, prestando as contas da entidade desde a posse da gestão (Biênio 2014-2016). A gestão ainda está com problemas para acesso as contas e, conseqüentemente, aos recursos. Em breve será resolvida esta pendência burocrática/cartorial e se terá acesso aos recursos. Entre 06/03 e 15/05 os gastos realizados foram com o salário do secretário;, despesas com cartório, correio, aquisição de um câmera e um gravador (foi realizada no debate sobre a reforma do ensino médio), hospedagem do site e passagens de integrantes da DEN para RGC. Para a próxima RGC espera-se que a tesouraria tenha condições de apresentar uma prestação de contas mais detalhada.

 

Relato das políticas financeiras das locais

 

Catalão: Exposição sobre gastos da seção local para a viabilização do Fala Professor; Solicitação de adiantamento dos recursos para tocar as atividades;

 

Pró-Rio Claro: Atualmente realiza a prática de custear-se com eventos, festas, devido a condição de Pró-SL, ainda não foi realizado processo eleitoral e não realiza associações;

 

Prudente: Desenvolve a prática de realização de minicursos como forma de arrecadação.

 

São Luís e Vitória: As duas seções realizam apenas associações.

 

 

 

5. Comunicações

 

 

 

Foi solicitado às SLs que contribuam para a construção do AGB em Debate. Foi levantada a demanda da SL Catalão, elaborar um texto sobre a conjuntura local apresentada no inicio dos trabalhos da RGC para compor o AGB em Debate.

 

Mais uma vez reforçou-se a urgência das SLs contribuírem para a construção da mala-direta da entidade. O envio dos contatos de cada SL deve ser feito para o InterSeções na lista já enviada.

 

 

 

6. Publicações

 

 

A comissão editorial da Revista Terra Livre informou que a situação dos números 41 e 42 estão na revisora, que já está enviando os artigos com as correções e dúvidas indicadas para os autores. Em breve, estarão no ar (em versão eletrônica). A ideia é imprimir esses números para 

distribuir para as Seções Locais no VIII Fala Professor. Os números 43 e 45 já foram definidos os temas de chamada (Números 43: “O Brasil e a construção endógena do pensamento geográfico” e 45: tema do Fala Professor "(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?"). A comissão sugeriu definir o tema do número 44 nesta RGC e deu como proposta que seja de tema livre, uma chamada aberta para um número plural. O coletivo de publicações da DEN está com o Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas (SEER) em funcionamento. O mesmo está pronto para abrigar revistas das seções locais, como é o caso de interesse já manifestado da seção local São Paulo. Em caso de interesse, entrar em contato com Renato Emerson e André Pasti. A Terra Livre já está funcionando no SEER e pronta para receber artigos pela plataforma www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre As edições anteriores estão sendo publicadas no padrão da plataforma, artigo por artigo – as dez primeiras já estão no ar e as demais estão sendo enviadas. O trabalho só não foi concluído ainda pois é necessário reduzir o tamanho dos arquivos escaneados (por meio do reconhecimento ótico de caracteres) A expectativa é que muito em breve todo o acervo da revista estará digitalizado na plataforma, ampliando o acesso ao conteúdo. Números antigos: www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/issue/archive. Para o ponto "Fórum de Editores da AGB", foi proposta a criação de uma lista de e-mails e uma reunião presencial durante o Fala Professor. Definiu-se que na 123a RGC será definido o tema do número 44 da Revista Terra Livre. As SLs receberão na convocatória e discutirão em suas assembleias a respeito. E sobre o "Fórum de Editores da AGB" que ocorrerá presencialmente durante o VIII Fala Professor, definiu-se que os responsáveis pela Comissão de Publicações deverão encaminhar um email para InterSeções solicitando que as SLs interessadas em participar encaminhem uma lista de e-mails dos contatos dos editores e/ou representantes. 

 

 

 

7. XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

 

 

 

Inicialmente houve uma fala de Márcio Cataia sobre a candidatura de São Luís para sediar o XVIII Encontro Nacional de Geógrafo e sobre a visita do Professor Nelson Rego (Vice-Presidente da DEN) à São Luis. Em seguida, a Professora Cilícia Dias fez uma apresentação sobre o processo de construção da candidatura de São Luís, os apoios e as condições de infraestrutura para sediar o evento (Anexo 1). A participação da Seção São Luis no último CBG contribuiu para o fortalecimento da SL. A partir do diálogo entre os associados, o projeto ganhou maturidade, sendo construídas as bases para o lançamento da candidatura de São Luís.

 

a) Sobre o período de realização do XVIII ENG: São Luís propôs 24 a 30/07/2015; Niterói propôs 17 a 23/07/2015 e São Paulo, a última quinzena de julho. Encaminhamento: após votação, definiu-se que o período de realização do evento será entre os dias 24 e 30/07/2015;

 

b) Tema do XVIII ENG:

 

Vitória: não se definiu uma frase para o tema. Porém, debateu-se o contexto atual como a crise econômica no Brasil e avanços de medidas neoliberais, mostrando o esgotamento do modelo desenvolvimentista dos últimos anos, o avanço do conservadorismo na sociedade brasileira, a violência contra os professores, entre outras questões;

São Luís: propôs o tema “Sociedade, Democracia e Direitos: a atuação de profissionais de geografia frente as diversidades socioespaciais na contemporaneidade”. Justificativa: Inicialmente, se pensou em se voltar para uma área. Porém, não é assim que a AGB enxerga a geografia. A enxerga como unidade e sua relação com a sociedade. A proposta de trazer a luta dos movimentos sociais, em toda a sua amplitude. Dentro do campo do Direito. Sobre os termos Sociedade, Democracia e Direitos, a idéia é contemplá-los nos eixos.

Porto Alegre: propôs o temaBrasil: espaços de tensões e geografia(s) dos conflitos”.

São Paulo: a Seção não definiu um tema. Porém, considera importante algumas questões como: o papel dos geógrafos na política atual; reforma política; avanço da direita e da esquerda não representativa; projeto nacional e esgotamento econômico;

Niterói: propôs o tema “Projetos em disputa: a Geografia e o Brasil que queremos. Justificativa: transcrever do e-mail.

Rio Claro: propôs o tema “Ser o que não somos e chegar onde não podemos: Brasil, uma geografia contraditória”. Justificativa: A proposta deste tema tem como mote a necessidade do ENG se constituir numa oportunidade de debate teórico no âmbito da geografia brasileira, no sentido de enriquecer a ciência geográfica do ponto de vista metodológico e, conseqüentemente, a potencializar a intervenção por meio do saber geográfico. Geografia como instrumento político. Nossa “arma na trincheira” é a produção do conhecimento. A necessidade de retomar a discussão de método para “calibrar” o nosso instrumento (conhecimento geográfico) e potencializar a ação política. Intencionalmente, o tema não deve constar nenhum conceito ou categoria, uma vez que o ENG deve abrigar choques metodológicos;

Viçosa: a Seção não propôs um tema. Porém, considera que o ENG deva ter foco em discutir o Brasil. O papel dos sujeitos na escala mais macro, tendo em vista que muitos projetos são aprovados na escala nacional. Refletir sobre a doutrina desenvolvimentista. A idéia do desenvolvimento e do Planejamento (plano de fundo). Refletir a partir da tríade: Estado, Terra e Território.

Campinas: a seção propôs o tema “Geografia e ação política: na busca da democratização do espaço”. Justificativa: este tema provoca e convida os geógrafos na perspectiva da construção de um outro país, um outro espaço geográfico. A questão da cidadania se encontra no espaço. Mas, de fato, de um cidadão ativo.

***

Após várias intervenções e alterações de propostas de Seções Locais com delegados presentes, foi realizada votação para se definir o tema em dois turnos: “Brasil: espaços de tensões e geografia(s) dos conflitos”(Porto Alegre), “Projetos em disputa: a Geografia e o Brasil que queremos”(Niterói), “A Construção do Brasil: geografia, ação política e democracia” e “A Construção do Brasil: geografia e ação política”.

Encaminhamento: após votação dos delegados credenciados, definiu-se que o tema do XVIII será “A Construção do Brasil: geografia, ação política e democracia”.

Ementa: A construção do Brasil é um tema de extrema relevância para a compreensão da disputa pelo exercício do poder que se dá de forma profundamente desigual entre os mais diversos grupos sociais. Ao mesmo tempo esse processo condiciona as ações sociais presentes e a efetivação de projetos emancipatórios. Tal construção marca o país com profundas disparidades

sociais e regionais e, até o presente momento histórico, não permite a realização de uma democracia plena, tampouco possibilita afirmar uma realidade concreta que garanta a reprodução social dos sujeitos. Em decorrência disso, a cidade e o campo são concebidos e projetados para interditar as coexistências. Em uma conjuntura na qual os poucos avanços sociais e territoriais conquistados historicamente são colocados em causa, a AGB objetiva problematizar os nexos entre a ciência geográfica, a ação política transformadora e o exercício democrático e conclama todas(os) as(os) geógrafas(os) a pensar o Brasil que queremos.

 

c) Estrutura e Programação: inicialmente foi retomada a ata da Plenária Final do CBG e os encaminhamentos referentes ao ENG: 1- deve-se incluir na programação um espaço para o pós-campo (plenária sobre trabalho de campo); 2- as mesas redondas deverão ser filmadas para posterior divulgação no canal do Youtube da AGB. Deste modo, as atividades levantadas para o ENG: GTs, EDPs, Fórum de GTs, Mesas Redondas, Diálogo de Abertura, Dialogo de encerramento, ESCs, Confraternização, EDPs, Plenária Política, Plenária Final, Debate de chapas, Espaço da AGB, Atividade de campo e Pós-Campo

 

d) Arte do ENG: a arte será definida a partir de concurso. As propostas de arte serão recebidas até o dia 03/09. Na próxima 123ª RGC (São Luis) será realizada uma apreciação e seleção de algumas propostas para serem divulgadas na página da AGB. Será realizada votação pela lista Interseções até o dia 08/10. O processo de votação continuará no Fala Professor, sendo que estarão aptos a votarem os participantes credenciados na plenária final do VIII Fala Professor.

 

 

 

8. Fala Professor 2015

 

 

 

Apresentação do Projeto do VIII Fala Professor “(Qual) é o fim do ensino de geografia?”. Exposição das atividades, objetivos, público alvo, perspectiva de número de participantes, local, programação, apoios e estrutura para a realização do evento;

 

Encaminhamentos: 1. Diálogo de Abertura sobre o tema do evento contará com Eduardo Maia (AGB-Niterói), Professora Dra Lana Sousa Cavalcanti (UFG) e Professor/a de Geografia da Educação Básica de Catalão – GO; 2. REs: foram definidas as normas para envio de resumo do RE(vide a 3ª circular) e o prazo para inscrição: 01/09/2015; 3. Trabalhos de Campo: as inscrições para os trabalhos de campo iniciarão a partir do dia 27/07/2015; 4. Grupos de Trabalho: foi reforçada a proposta de que os GTs temáticos realizados no Fala Professor deverão dialogar com o ensino de geografia. Os GTs serão estruturados a partir dos temas das Articulações nacionais: agrária, urbana, ambiente, educação, assuntos profissionais e questão indígena. As ementas dos GTs serão divulgadas até 17/07/2015; 5. As inscrições para minicursos/oficinas ocorrerão entre 20/06 e 31/07/2015; 6. A estrutura de alojamento será realizada em único local, composta por um prédio de uma escola pública e uma quadra coberta. As inscrições para alojamento serão realizadas a partir do dia 01/08/2015. Sobre os valores, o participante inscrito no evento pagará R$ 15,00, participante não inscrito e associado à AGB pagará R$ 30,00 e o participante não inscrito e não associado à AGB pagará R$ 60,00.

 

 

 

9. Relação AGB e Estado

Ituiutaba: não está registrada em cartório. A nova diretoria colocou como demanda regularizar a diretoria;

Campinas – não está regularizada. Se for para fundar ou refundar, procure um advogado para contribuir com este processo. O grande problema é que a Ata de fundação necessita de duas vias originais. O advogado precisa estar junto no processo, presencialmente;

Vitória: não está regularizada desde 2010;

Maringá: conseguiu regularizar. Agora solicita o apoio do advogado que contribui com a AGB para a revisão e reformulação do Estatuto da SL.

Rio de Janeiro: não está regularizada. Há discussão permanente sobre a regularização;

Cuiabá: está regularizada no cartório; o tesoureiro teve que fazer uma conta-poupança para um evento;

Catalão: não está regularizada junto a receita federal. Porém, está regularizada no cartório; Apesar do problema com a receita federal, isso não influenciou a movimentação da conta bancária; Desafios: - estatuto e código civil; - regularização na receita federal;

São Luis: Fundada em 1984; Seção ficou inativa entre 2007 e 2013??

Multas em função da não declaração do imposto de renda;

(em discussão) Uma possibilidade é fundar uma nova seção (novo CNPJ) para evitar o pagamento da multa;

Utilizam a conta de uma pessoa física do tesoureiro;

A seção conta com assessoria contábil, de graça;

Prudente: está regularizada. Nunca teve interrupção. Já foi feita a adaptação do novo código civil;

Pró-Rio Claro: Legalização para participar de espaços instituídos; reforça seu pedido à DEN para que tenha o apoio da contadora na revisão de seu CNPJ.

Porto Alegre: está regularizada; Só precisa regularizar a questão do Imposto de Renda;

 

Para proporcionar apoio as Seções Locais no processo de regularização jurídica e fiscal, a DEN orienta que a solicitação seja realizada para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , com cópia para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Flávio, tesoureiro da DEN) e O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Natália, secretária da DEN)

 

10. Relação da AGB com outras entidades e com os encontros setoriais

 

Cuiabá: aproximação com as secretarias de educação para viabilizar a participação dos professores no Fala Professor;

Rio Claro: aproximação da entidade com sindicato;

São Luis: com estudantes da UEMA no encontro maranhense de geografia. A Seção São Luis está contribuindo com outras duas seções Caxias e Imperatriz no Estado;

Viçosa: articulação com professora da ANPOCs, articulação com entidades que compõem o Fórum pelas águas;

Três lagoas: articulado bastante com Comissão Pastoral da Terra, dados sobre lutas pela terra, ações dentro dos assentamentos;

Catalão: solicitou a ampla divulgação e se possível a filmagem das atividades que serão realizadas em Guararema-SP, na Escola Nacional Florestan Fernandes que dizem respeito a mineração. O evento ocorrerá em Agosto de 2015;

 

11. Grupos de Trabalhos (GTs)

 

Para a construção das ementas dos GTs para o Fala Professor, os temas foram distribuídos entre as Seções Locais presentes na RGC: Urbana (Porto Alegre e Campinas); Agrária (Rio de Janeiro e Presidente Prudente); Ambiente (Catalão e São Luís); Ensino/Educação (Viçosa e Cuibá); Assuntos profissionais (Cuiabá e Maringá) e Questão indígena (Rio Claro e Dourados). Os delegados presentes apresentarão essas indicações para as respectivas Seções Locais; Todos os GTs terão de estabelecer algum tipo de interface entre os trabalhos que desenvolvem e o ensino.

 

11. Eleição do Representante Suplente da AGB no Sistema Confea-CREA

 

Diálogo sobre o contexto histórico sobre a relação entre a AGB e Confea-CREA a partir da leitura do manifesto da comissão enviado na convocatória dessa RGC. Destaque para a questão de que a AGB não é reconhecida pelo Confea-CREA, uma vez que a Estatuto da AGB entra em conflito com a resolução do CREA.

Maringá: A SL manifesta que não é favorável a mudança no estatuto da entidade. Porém, há problemas na execução do trabalho de geógrafos. O CREA está dificultando o trabalho de geógrafos. Não liberando as ARTs. Neste sentido, a local construiu um GT de Assuntos Profissionais; Problemas no registro de suas ARTs; Questionando as competências dos currículos dos cursos de graduação; Questões principais da SL:  Há alguma possibilidade para se pensar alternativas, do ponto de vista legal? (advogado); Alguma saída sem mudar o Estatuto?; É importante que a AGB se posicione para os geógrafos que são filiados ao CREA; Os professores que lecionam para bacharelado e estagio deverá ser filiado ao CREA.

Dourados: A SL traz uma denúncia que diz respeito a uma propaganda veiculada por uma universidade em Votuporanga-SP que dizia aos estudantes que se formassem em licenciatura, que a AGB garantia a carteira profissional para aqueles que trabalhassem como bacharel; Durante a própria RGC, verificou-se que a propaganda que anunciava que se o estudante quisesse o diploma de bacharelado, o mesmo deveria se associar a AGB já não estava mais no ar, no site <www.unifev.edu.br>.

Cuiabá: Foi realizado um evento para discutir qual é o papel do CREA? E da AGB? A geografia tem se fragmentado entre licenciatura e bacharelado. Os licenciados têm os sindicatos. Porém, os bacharéis se sentem “desprotegidos”, já que a AGB não é entidade representativa.

Catalão: Os geógrafos são condicionados em assinar ARTs junto com outros profissionais. Não reconhecimento da atividade profissional;

Porto Alegre: A seção entende que não deve mudar seu estatuto. Mas o Confea deve mudar a sua resolução; Professor Oseias Martinucci (associado da AGB Maringá que irá compor a comissão para pensar a relação entre a AGB-CREA)

Questões

- sobre a relação da AGB-Confea CREA: não mudaremos o Estatuto, garantindo os princípios da entidade. Possibilidade de encaminhamento: a comissão deve construir estratégias políticas e jurídicas para forçar o Confea a mudar a resolução;

- Lara: a questão do pedido de posicionamento da AGB em relação a concursos públicos que não contemplam os geógrafos; a seção POA tem alguns ofícios. Possibilidade de atuação: ofício que as seções locais possam se posicionar frente a concursos;

Cataia: importante lembrar que duas coisas fundamentais que vem acontecendo: 1°- disputa profissional que é inegável, outros campos profissionais estão pegando para si atividades que eram dos geógrafos. Isso aparece quando o Estado monta os concursos; 2°- intervenções especialmente dos conselhos estaduais de Educação. O conselho determina o que é a geografia, nos currículos. Em São Paulo, a geografia perdeu 30% da carga horária nas graduações; há uma proposta que os alunos optem por disciplinas nos últimos 2 anos do EM.

Encaminhamentos: 1. A Seção Local Maringá se colocou a disposição para compor a Comissão que trata da relação entre AGB e o Confea-CREA; 2. Esta Comissão deverá pensar alternativas políticas e jurídicas na relação com Confea-CREA, a partir do entendimento de que a AGB não alterará seu Estatuto para se adequar a estrutura do referido órgão; 3. A DEN enviará um modelo de ofício para questionamentos sobre editais de concursos públicos que excluem geógrafos; 4. As denúncias de cerceamento da prática profissional dos geógrafos, ou algo similar, deverão ser socializadas na lista interseções. Além disso, deverá ser criado um formulário para denúncias na página da AGB;

Sugestão para a convocatória: colocar na discussão a questão da licenciatura e a relação dos cursos de licenciatura e o Conselho ou Secretaria de Educação, e sua relação com os cursos de licenciatura e os professores como um todo. Do ponto de vista da qualidade e quantidade de horas; Sugestão de São Luis: tornar as campanhas nacionais.

 

12. Outros Assuntos

 

Próxima RGC:

123ª RGC

Local: Rua do Sol, 413/417 - Centro - CEP: 65020-590 - São Luís (MA).

Data: 04, 05, 06 e 07 de Setembro de 2015

 

Diretoria Executiva Nacional

Biênio 2014-2016

 

 

 

 

 

 

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