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Associação dos Geógrafos Brasileiros - Ata 124ª RGC - Catalão, Goiás - 10, 11 e 12 de outubro de 2015
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Ata 124ª RGC - Catalão, Goiás - 10, 11 e 12 de outubro de 2015

Ata da 124ª RGC - Reunião de Gestão Coletiva da AGB

- Catalão/GO -

10, 11 e 12 de outubro de 2015

 

Local: Universidade Federal de Goiás (UFG) - Campus Catalão. 

Seções Locais credenciadas: Vitória; Ituiutaba; São Luís; Belo Horizonte; Campinas; Cuiabá; São Paulo; Dourados; Juiz de Fora; Niterói; Porto Alegre.

Presentes: Ana Cristina Araújo Foli (SL Ituiutaba); João Vitor Freitas Silva (SL Ituiutaba); Cláudia Costa (SL Ituiutaba); Edson Ribeiro Garcia (SL Dourados); Paulo Roberto de A. Bomfim (SL São Paulo); Naiemer Ribeiro de Carvalho (SL Belo Horizonte); Rodrigo Tsuyoshi Takata (SL Cuiabá); Lisie Tatiane de Lima Wenceslau (Pró SL Rio CLaro); Raul Castro Brandão (SL Catalão); Leandro Praes Xavier da Silva (SL Belo Horizonte); Flávio P. Fernandes (DEN/ SL Vitória); Ricardo Antonio S. da Silva (SL Juiz de Fora); Jader A. da Silva Moreira (SL Juiz de Fora); Fabricia Costa Corrêa (SL Niterói); Eduardo Carlini (Pró SL Rio Claro); Renato Emerson (DEN/SL Rio de Janeiro); Caio Tedeschi Amorim (DEN/SL São Paulo); Rafael Henrique de Moura (SL Maringá); Lara Schmitt Caccia (DEN/SL Porto Alegre); Gláucia Oliveira da Silva (SL Cuiabá); Cilícia Brito (SL São Luís); Ronald Coutinho Santos (SL Niterói); Andréa Ketzer Ossorio (SL Porto Alegre); João G. Silva Carmo (SL Juiz de Fora); Mariana da Silva Lima (SL Campinas); Márcio Cataia (DEN/ SL Campinas); Thalismar M. Gonçalves (DEN/ SL Vitória); Natália Freire Bellentani (DEN/ Pró SL Rio Claro);

1. Abertura

Houve inversão das pautas da convocatória e foram feitos relatos de todas as comissões do VIII Fala Professor como primeiro ponto de pauta da RGC em todos os dias de trabalhos da 124ª RGC.

Relatos das comissões do VIII Fala Professor:

Trabalho de Campo (Catalão e Ituiutaba)

A organização e a partida dos ônibus ocorreram sem problemas.

Monitoria (Catalão, Cuiabá, BH e Pró Rio Claro)

Não houve articulação entre as SLs para discutir a inserção dos monitores das outras SLs nas atividades do evento. Esse problema gerou um descompasso entre os princípios históricos da AGB em relação a monitoria em seus eventos. Por outro lado, reconheceu-se o trabalho realizado pela SL Catalão em relação à monitoria e ao evento como um todo.

REs (Juiz de Fora, POA e Campinas)

Alguns provocadores e monitores não compareceram às salas dos REs. Apesar desse problema, os REs ocorreram com normalidade. 

 Oficinas/minicursos (Catalão)

As oficinas/minicursos ocorreram sem problemas.

GTs/Diálogo de Gts (Rio, Niteroi, Viçosa e São Luís)

Tendo em vista as temáticas e o reduzido número de participantes no início dos GTs, os proponentes e participantes promoveram a unificação de dois GTs (GT proposto pela SL São Paulo “Em debate a Meta 7 do Plano Nacional de Educação (2014), a Base Nacional Comum dos Currículos e a Geografia.” e o GT proposto pela SL Niterói “A Geografia e o Atual Contexto das Reformas Educacionais.”).As discussões foram ricas e intensas. Por isso, os participantes se prontificaram a se reunirem entre as 18h e 19h para continuar com as discussões no mesmo dia da realização do GT e também no dia seguinte.

Infraestrutura (Catalão.)

Não houve informes.

Alojamento (Catalão.)

Houve apenas problemas isolados e pontuais. O alojamento tem funcionado sem problemas significativos.

Ato público/desagravo (Pró Rio Claro e Catalão)

Confirmadas as presenças de Hector Mondragón e Maria Aparecida Genoves. A divulgação do ato foi reforçada nos espaços do encontro.

Comunicação, ouvidoria e divulgação (Catalão)

Não houve informes.

Comissão Cultural (Catalão, Dourados e Porto Alegre)

As mostras permanentes ocorreram nos corredores das salas dos Relatos de Experiências e os livreiros também ocuparam esse espaço.

Comissão Financeira (Catalão e DEN)

Não houve informes.

Fórum de Editores

Os editores das revistas de SLs contataram Renato Emerson (Publicações da DEN). A reunião dos Editores ficou agendada para o dia 12 (segunda-feira), a partir das 10h, no prédio Didático I.

 

2.  Informes das Locais (Relato das atividades das Seções Locais e dos Grupos de Trabalho) SL Ituiutaba: A SL teve como atividade principal a organização para participar do VIII Fala Professor (divulgação, campanha de associação e organização de um ônibus); A SL participou do III Ciclo de debates sobre meio ambiente, realizado na Facip-UFU. SL Dourados: O GT Indígena se articulou com as demais SLs para propor a atividade que vai acontecer no espaço dos GTs no VIII Fala Professor e também está atuando na comissão cultural do encontro e desenvolveu uma atividade com as crianças da rede básica de Dourados para criarem um desenho que passou a fazer parte das exposições permanentes do Fala Professor. SL Vitória: A SL realizou uma segunda atividade Pré-Fala Professor e desta vez não houve um número significativo de participantes; a SL repassou ajuda de custo de R$ 100,00 para os associados participantes do Fala que tivessem participado dos eventos pré-fala professor organizados pela local. SL Niterói: A SL realizou o II Seminário Pré-Fala Professor(a),no dia 09 de setembro de 2015, na Universidade Federal Fluminense em Campos do Goytacazes; os trabalhos dos GTs de Urbana, Agrária e Ensino seguem com reuniões periódicas; a SL passou a compor a Comissão Estadual que discute a Base Nacional Comum e Eduardo Maria e Marcio Berbat foram indicados como participantes; essa comissão existe em cada estado e município para a discussão da Base Nacional Comum. SL Porto Alegre: A SL dá continuidade aos trabalhos para organização e realização do Encontro Estadual de Geografia - EEG 2015, que ocorrerá entre os dias 13 e 15 de outubro; realizou uma atividade para lançamento do BGG como forma de divulgar o boletim e a própria entidade; a SL vem se preocupando com a produção de textos que veiculam informações sobre a AGB; as Comissões de Urbana e Meio Ambiente também buscam divulgar as ações, inclusive no AGB em Debate; a Comissão de Meio Ambiente passou a compor o Fórum de Pescadores do Delta do Jacuí e a Comissão de Urbana segue com suas ações junto ao Movimento em Defesa do Morro Santa Teresa. SL Cuiabá: A SL trabalhou para organizar o ônibus para o VIII Fala Professor e o ônibus, que contou com o subsidio da Universidade Federal do Mato Grosso, saiu com professores e alunos de Cuiabá e Barra do Garças; a SL também organizou o GT que trata do tema do evento e isso mobilizou os associados nos debates da SL; a SL vem discutindo a possibilidade da retomada da ideia do “Geo no mato”, que é uma atividade que se propõe a reunir os geógrafos. SL São Paulo: A SL inseriu o Boletim Paulista de Geografia na plataforma “Open Journal System” e os últimos números, 92 e 93, já estão disponíveis; no último dia 05 de outubro a SL organizou uma atividade na Universidade de São Paulo, a mesa denominada “Território e conjuntura política: a geografia e o pensamento progressista contemporâneo”, contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas; para o debate estavam presentes os professores: Renato Emerson, Ariovaldo Umbelino de Oliveira e Carlos Walter Porto Gonçalves; a SL apresentou a proposta de sediar a 125a RGC, a ser realizada no último final de semana do mês de janeiro de 2016. SL Campinas: A SL organizou um ônibus para o VIII Fala Professor, com o apoio da Universidade de Campinas; foi finalizado o trabalho editorial do Boletim Campineiro de Geografia (BCG - V. 4, n. 3 e V. 5, n.1). SL Belo Horizonte: A SL realizou uma atividade preparatória para o VIII Fala Professor, esta atividade tratou do trabalho docente e a precarização do ensino; a SL tem participado de assembleias e reuniões sobre o PNE; a SL tem também discutido sobre a questão da dívida pública e apontado para a necessidade de uma ouvidoria popular da dívida pública. SL São Luís: Reunião de GTs: urbana, agrária e meio ambiente ocorreram e, com o fim da greve da Universidade Federal, a periodicidade dos trabalhos deve ser re-estabelecida; a SL participou da 1ª Jornada de História e Geografia entre os dias 27 e 30 de outubro; os trabalhos para a organização e realização do ENG estão ocorrendo e há reuniões agendas para o mês de outubro e novembro com a nova reitoria da UFMA. SL Juiz de Fora: A SL continua se organizando em assembleia permanente, o GT de ensino segue com as atividades e hoje tem na maior parte da sua composição professores da educação básica; existe grande dificuldade para a realização periódica de reuniões, visto que muitos professores estão atuando fora de Juiz de Fora; existe a proposta da realização de uma atividade Pós-Fala Professor para rearticulação do grupo; iniciou-se um trabalho a partir da questão da redução da maioridade penal; a SL participou da Conferência Municipal de Mobilidade e um manifesto foi feito expressando a indignação da entidade com relação à formulação do Plano Diretor Municipal e também sobre a própria dinâmica da conferência, a qual foi muito pouco democrática; a SL decidiu por romper com a Conferência Municipal de Mobilidade, uma vez que entendeu que neste espaço a entidade não teria como propor ou construir. Pró SL Rio Claro: Foi realizada uma atividade pré Fala-Professor no dia 24 de setembro de 2015 no campus da Unesp-RC; a primeira mesa, tratou das violências no cotidiano da escola e a segunda mesa trouxe a temática do currículo e a precarização do ensino, as mesas foram filmadas e já estão disponíveis no canal da Pró SL no Youtube e foram divulgados na lista Interseções os links para acesso aos vídeos; a Pró SL se articulou com as demais SLs para compor o GT Indígena do Fala Professor e também enviou material para a lista Interseções para contribuir com o debate acerca do desaparecimento dos estudantes no México, tema do ato de desagravo do encontro.

 

 3. Prestação de Contas e Política Financeira

 

A prestação de contas do VIII Fala Professor foi realizada na Plenária Final do Encontro e aprovada pela plenária, ela será publicizada na ata da plenária final que sairá em breve.

 

 

4. Publicações

 Informe acerca da situação da Revista Terra Livre: Estão concluídos os números 41 e 42, faltando apenas a tradução do editorial para inglês e espanhol. Os números da Terra Livre continuam em processo de digitalização para serem disponibilizadas no SEER. Em breve estarão disponíveis todos os números da TL no SEER. Será realizada uma chamada tripla para os números 43, 44 e 45, a partir dos temas definidos em RGCs.

 

 

5. XVIII Encontro Nacional de Geógrafos “A construção do Brasil: geografia, ação política e democracia.” (24 a 30 de Julho de 2016 - São Luís/MA)

 I) Relato da Seção Local São Luís sobre o andamento dos trabalhos para sediar o encontro:

 

SL São Luís: Encerrou-se a greve dos professores e técnicos da UFMA. Nesse período da greve, o processo de articulação junto à Instituição e ao Departamento de Geografia ficou comprometido. Com a retomada das atividades acadêmicas, o processo de articulação mais efetiva será retomado. A mudança de gestão da Reitoria da UFMA aconteceu no dia 14 de novembro. Os membros da SL são mais próximos dessa nova gestão. A SL está mantendo contatos institucionais também com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), reuniões foram agendadas com os respectivos reitores. Também foram agendadas reuniões com os Diretores e Pró-reitores da UFMA para tratar da infraestrutura e apoio ao evento. Ainda não se tem uma definição sobre o calendário acadêmico para 2016 na UFMA. Com a greve e a reorganização do calendário, a data definida para o ENG poderá ser comprometida.

 

Márcio Cataia: Estamos trabalhando na elaboração do Pré-Projeto a partir da apresentação de São Luis e também com base no Projeto do VIII CBG. Esse pré-projeto será importante para as reuniões institucionais. As reuniões serão com professores e gestores das institucionais como a UEMA e UFMA. Nessas reuniões será importante falar sobre o evento, sobre a AGB e como a entidade constrói os seus eventos nacionais, o que será fundamental para conseguirmos apoio dos colegas dos departamentos de geografia. É importante que o ENG esteja inserido no calendário da UFMA em 2016.

 II) Definição das comissões de trabalho do VIII ENG:

 

EDPs: SL Cuiabá; SL Campinas; SL São Luís.

GTs: SL Niterói; SL Belo Horizonte; SL São Luís; SL São Paulo (indicativo)

MRs: SL São Luís

ESCs: SL Belo Horizonte; SL São Luís

TC/Pós Campo; SL Vitória; SL São Luís

Monitoria: SL Vitória; SL Belo Horizonte; Pró SL Rio Claro (indicativo); SL São Luís

Infraestrutura: SL São Luís

Alojamento: SL Vitória (durante o encontro); SL São Luís

Comunicação e Ouvidoria: SL São Luís

Atividades Culturais: SL Dourados (indicativo); SL São Luís

Encaminhamento: Enviar uma chamada sobre a importância da construção coletiva dos eventos da AGB e convocar as SLs para participarem das comissões do XVIII ENG e enviarem para a lista Interseções até o dia 10/11/15 a confirmação dos indicativos feitos e também de novas proposições para composição.

 

 III) Definição e aprovação das ementas dos eixos temáticos aprovados para o XVIII ENG:

 

 A produção social do Brasil e a construção de suas geografias

Proposta de ementa construída pelas SLs São Paulo e Cuiabá, sendo o texto aprovado sem alterações pelos presentes na RGC.

 

A produção do espaço, condicionada pela aceleração contemporânea e pela fragmentação das relações que marcam esta fase globalizada do capitalismo, admite múltiplas leituras, resultantes das diversas possibilidades de apreensão desse processo. Coloca-se, como ponto de partida, a necessária análise do modo de produzir acadêmico. A realidade brasileira contemporânea propõe desafios ao pensamento que exigem a crítica e a superação de um empreendedorismo acadêmico enraizado na universidade. Este processo passa pela valorização do conhecimento geográfico produzido ao apontar perspectivas teórico-metodológicas que permitam a construção de um conhecimento concreto sobre o presente. Assim, buscamos refletir sobre teoria e método; ciência geográfica; epistemologia da geografia; história do pensamento geográfico; categorias filosóficas aplicadas à geografia; história dos saberes geográficos; referenciais teóricos e metodológicos que orientam práticas políticas.

 

Ação política, lutas sociais e representação: por um outro projeto de sociedade

 

Proposta de ementa da SL Campinas, sendo aprovada com alterações pontuais no texto a partir das contribuições da 124ª RGC.

 

A dominação que legitima a sociedade capitalista é conhecida: aquela do homem sobre a natureza, que se converte na dominação do homem sobre o homem. Se a ação política é a ação transformadora que intervêm no curso da história para mudar o seu rumo e sentido, desvendar as motivações ocultas atrás das ações de lutas sociais difusas e tornadas invisíveis é urgente para a construção de um outro projeto societário que rompa com a leitura hegemônica, incapaz de incorporar os sentidos populares da ação.São projetos elaborados com os códigos da competitividade, do consumismo e do individualismo. Pelo contrário, outros projetos vêm sendo construídos pela resistência dos oprimidos a partir de seus valores culturais, estratégias de vida e experiência popular. O pensamento operacional e a ação instrumental de projetos fracassados encontram oposição nas práticas sociais que são construídas nos lugares.

 

 

 Estado, capital e poder: geografia política do Brasil

 

Proposta de ementa da SL Campinas, sendo aprovada com alterações pontuais no texto a partir das contribuições da 124ª RGC.

 

Configura-se uma nova geopolítica mundial nesse início de século, por isso a afirmação do “retorno da geopolítica”. Ela não é movida apenas por conflitos territoriais entre Estados, essa nova geopolítica é enredada pela reorganização do capitalismo em escala mundial. Todos os conflitos pela hegemonia mundial implicam em novas arquiteturas políticas e territoriais que, em sua face mais perversa, alimentam crises, conflitos, guerras e deslocamentos em massa, atingindo todas as regiões e lugares. De fato, as lutas e as políticas dos povos não são travadas apenas no plano das ideias, mas especialmente no plano do território e da competição pelo uso de seus recursos, por isso é urgente uma reflexão aprofundada sobre a geopolítica dos Estados e das grandes empresas que estão sob a hegemonia do capital financeiro. Desvendar a natureza geográfica do poder, mais que apresentar suas formas geográficas, é o objetivo da geopolítica para a compreensão das múltiplas formas de dominação.

 

 

Questão agrária: conflitos, tensões e projetos

 

Proposta de ementa apresentadas pelas SL Campinas e Pró-SL Rio Claro, sendo o texto aprovado sem alterações pelos presentes na RGC.

 

 As disputas teóricas e metodológicas em torno à questão agrária continuam atuais e merecem investimento reflexivo. Questões relacionadas à luta pela terra e pelo território, que envolvem múltiplos sujeitos sociais tais como os camponeses, os indígenas e os quilombolas compõem os debates acadêmicos e políticos sobre um outro projeto para o campo brasileiro, do qual decorrem importantes pesquisas científicas. Em confronto com esse projeto histórico, o agronegócio se consolida tanto em sua vertente científica e tecnológica, com significativos avanços na pesquisa e desenvolvimento, quanto na dimensão política, na medida em que seus representantes se confundem com o próprio Estado.

 

As transformações no mundo da Educação: educar para que Brasil?

 

Proposta de ementa da SL Niterói, sendo aprovada com alterações pontuais no texto a partir das contribuições da 124ª RGC.

 

As atuais políticas educacionais desdobram-se no sentido de formar o novo trabalhador flexível, impondo um saber-fazer articulado às mudanças tecnológicas do processo de globalização e às transformações do mundo do trabalho. No contexto brasileiro, as transformações apontam para a formação de um Sistema Nacional de Educação em sintonia com o atual Plano Nacional de Educação (PNE), onde os mecanismos nacionais de avaliação e de reforma curricular assumem centralidade e destacam-se pela valorização de competências e habilidades. Nesse sentido, como a Geografia brasileira irá se posicionar frente a pautas diretas que surgem nesse horizonte, como a Base Nacional Comum e a reforma do Ensino Médio? E qual professor(a) estas políticas projetam?

 

 

Disputas cartográficas nas dimensões do poder

 

Foram apresentadas as propostas da SL Cuiabá, que tentou a articulação com as SLs Maringá e Pró Rio Claro, mas não avançou, e a proposta da SL Campinas, que se articulou com a Pró-SL Rio Claro. A proposta de Rio Claro/Campinas trouxe o debate acerca da cartografia, o seu uso, e o poder que exerce. A cartografia também pode ser utilizada para as lutas sociais. Porém, ao mesmo tempo, essa prática pode mostrar informações e perspectivas para os grupos hegemônicos aos quais se pretende combater. Essa perspectiva deve ser considerada na discussão. A proposta de Cuiabá buscou tratar da questão do discurso do mapa sobre o território e a relação de poder nesse processo. Outra questão foi a discussão sobre a “natureza” da análise espacial.

 

Após as exposições, construiu-se o texto da ementa a partir das duas contribuições e dos presentes na RGC, sendo aprovado o texto abaixo. 

 

 

A cartografia continua sendo um importante instrumento de poder na delimitação do espaço e em sua representação, tendo como agentes especialmente as grandes empresas e o Estado. É fundamental questionar a natureza da análise espacial e do mapa no presente momento histórico, a partir do processo de valorização das tecnologias da informação.Neste sentido, a leitura da cartografia como técnica, linguagem e/ou ciência manifesta uma das faces desta disputa, que retira do debate o uso do mapa em relações de poder.Aliada a essa vertente, emergem cartografias voltadas para lutas e conflitos sociais e para a ação social. São cartografias orientadas para transformações, para as quais as escalas não são anódinas, mas mediações fundamentais a explicitar. São formas alternativas de representação das situações sociais que autorizam mapear os lugares, mas principalmente os contextos e as práticas dentro de suas temporalidades, buscando os sentidos da ação. Essa cartografia é um avanço para as lutas sociais, mas é interrogada na medida em que seus resultados, localizando os sujeitos sociais, podem ser apropriados pelo poder hegemônico.

 

 Para transformar o Brasil: raça e gênero nos debates geográficos

 

A proposta de ementa apresentada à RGC foi construída a partir de contribuições de Porto Alegre e Niterói. Com a leitura do texto proposto, abriu-se para a discussão acerca dos conceitos utilizados e as perspectivas que se pretende convidar ao debate. Alguns aspectos levantados na discussão: Renato Emerson: racialismo é considerar a “raça” como construção social e partir das relações sociais. O movimento negro defende o anti-racismo a partir do racialismo (que não se trata de raça, enquanto aspecto biológico, mas como construção social). O debate voltou-se para a necessidade de termos ligados à sexualidade, como homolesbotransfobia na ementa ou se apenas o termo de gênero daria conta da discussão. Eduardo Carlini: ressalta a necessidade de aparecerem na ementa os debates/divergências teóricas. Marcio Cataia: faz um resgate sobre o debate da RGC de Viçosa que tratou de questionar a amplitude do alcance das nossas ementas – no caso da Revista Terra Livre. Na composição de uma ementa é preciso ser coerente. E se mantermos os termos, teremos que refazer o texto. Paulo Orlando: sugere acrescentar o termo sexualidade à ementa. Naiemer Ribeiro: a homolesbotransfobia estaria relacionada a questão da sexualidade.

Ao final da discussão, houve divergência sobre a inserção do termo “realidade geográfica” no lugar de “práticas do espaço geográfico” na ementa. Abriu-se para votação. Todas as Sls credenciadas votaram pela manutenção. Após intenso debate, o texto final aprovado segue abaixo:

 

Historicamente a produção científica lastreou as opressões por raça e gênero, o que teve forte influência na construção da sociedade e também da geografia brasileira, naturalizando valores hierarquizantes que condicionam corpos e mentes. Apenas nos últimos anos, as discussões relacionadas a gênero, raça e sexualidade vêm sendo incluídas no pensamento geográfico sob uma perspectiva de crítica a essas opressões. Repensar a geografia a partir de perspectivas anti-hierárquicas, pressupõe o diálogo com novos paradigmas para compreender tais relações como elementos constituintes de práticas do espaço geográfico. Dessa forma, como a geografia pode contribuir para, ao compreender, combater a reprodução do racismo, do machismo e da homolesbotransfobia na produção do espaço e da educação?

 

 

Geografia, crise ambiental e desenvolvimento econômico

 Foram apresentadas duas propostas: Niterói e Campinas. As duas propostas foram lidas. A partir de contribuições dos presentes, entendeu-se que os textos se complementavam. Assim, houve um arranjo de um único texto, a partir do qual os participantes passaram a trabalhar no texto, construindo uma proposta por consenso, que segue abaixo.

 

O desenvolvimento econômico capitalista é o motor da crise ambiental em todas as escalas. A história da produção capitalista é a história do não reconhecimento de limites físicos, químicos e orgânicos do planeta. Isto se capilariza por todos os espaços na forma da destruição da natureza, entendida como materialidade e cultura dos povos.Múltiplas são as escalas da crise ambiental. Problemas estruturais como o desmatamento de vastas extensões de vegetação nativa, extinções de espécies, o tratamento de resíduos sólidos nas cidades, a poluição dos corpos d'água e as ocupações em encostas, entre outros, provocam a degradação sistemática da vida e aprofundam a cisão entre natureza e cultura. Não se trata apenas da ruptura de barreiras físicas, possibilitadas pelas inovações tecnológicas, mas de rupturas em práticas historicamente vinculadas às culturas dos povos.Cabe questionar como a geografia pode contribuir para a transformação do atual modelo de desenvolvimento econômico. Qual é a importância de se tratar de forma critica sociedade e natureza? Qual(is) é (são) a(s) natureza(s) estudada(s) na geografia?

 

​​A urbanização brasileira: que cidade queremos?

Em função do avançado da hora, a 124ª RGC teve que alterar a metodologia de definição/construção da ementa. Definiu-se pela leitura das quatro propostas apresentadas (Niterói, POA, Campinas e Dourados) e, em seguida, pela votação das SLs credenciadas. A votação ficou a seguinte: 4 votos para a proposta de SL Niterói e 1 voto para a SL Dourados. Após a votação, o texto foi alterado, em termos de forma, pelos presentes na RGC.

 

O atual ciclo de expansão do capitalismo com sua progressiva financeirização da economia global, vem desdobrando novas estratégias do uso, valorização e gestão do urbano, amalgamando este aos interesses do mercado e com isso transformando sua estrutura em diversas cidades do mundo. No Brasil, a questão urbana – produto de um passado colonial ainda decorrente - vem reproduzindo as principais contradições estruturais da nossa sociedade, se inscrevendo nos espaços das cidades, marcadas pela desumanização, segregação e sujeição social. Do cotidiano da cidade praticada, emanam forças que tensionam a produção do espaço urbano, por meio da luta pelo direito à cidade e a democratização do espaço urbano, tais como questões de mobilidade, habitação e genocídio da juventude negra. Frente a este complexo processo, é necessário revisar possibilidades, limitações e o sentido de nossas leituras e metodologias de compreensão da cidade e do urbano. Como a nossa práxis de geógrafos permite que avancemos nessas lutas? Que cidade queremos?

 

IV) Votação e definição da arte do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos: Tendo em vista que a AGB recebeu apenas uma proposta para identidade gráfica do evento, seguindo todas as orientações previstas na convocatória, a votação na Plenária Final do VIII Fala Professor não aconteceu. Foi apresentada para a 124ª RGC a arte recebida e também a outra arte, que não foi enviada conforme a circular do Encontro. Foi consenso entre os participantes que o contorno do mapa do Brasil pode aparecer na arte, mas que as cores verde e amarelo, em destaque na arte apresentada, não devem compor a identidade gráfica do XVIII ENG. Encaminhamento: DEN e SL São Luís ficaram responsáveis pela definição da identidade gráfica do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos.

 

6. Outros Assuntos

Próxima RGC: 125ª RGC - Local: São Paulo - SP / Data: 29, 30 e 31 de janeiro de 2016.

 

 Atenciosamente,

 

Diretoria Executiva Nacional

 

Biênio 2014-2016

 

 

 

História da AGB


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Docs / SupportAqui você pode encontrar um pouco mais sobre a história da AGB e sua ata de fundação.

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Legislação / Estatuto


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Docs / SupportVeja aqui a legislação que regulamenta a profissão de geógrafo, o estatuto da AGB e como criar uma Seção Local da AGB.

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