Página PrincipalAtas das RGCsAta da Plenária Final do VIII Fala Professor - 09 a 12 de outubro de 2015

Ata da Plenária Final do VIII Fala Professor - 09 a 12 de outubro de 2015

Ata da Plenária Final do VIII Encontro Nacional de Ensino de Geografia - Fala Professor: “(Qual) é o fim do Ensino de Geografia?” 

- Catalão/Goiás -

09 a 12 de outubro de 2015 

 

A Plenária Final do VIII Fala Professor foi realizada no dia 12 de outubro de 2015, com os seguintes pontos de pauta: 1. Avaliação do VIII Fala Professor; 2. Relatos e Propostas dos Relatos de Experiência (REs), dos Grupos de Trabalho (GTs) e da Plenária; 3. Prestação de Contas do Evento; 4. Propostas de Moções e Cartas; 5. Votação e definição da arte do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

 

1 – AVALIAÇÃO DO VIII FALA PROFESSOR

 

Eduardo (AGB Niterói) – considerou que o encontro foi positivo e que os debates que ocorreram nos diferentes espaços do evento (REs; GTs, Oficinas; Trabalhos de Campo; etc..) tiveram qualidade e produziram conhecimento, indo de encontro ao modelo das instituições científicas, onde as pessoas consomem ou são consumidas pelos eventos e estes só servem para serem registrados nos currículos; ao contrário o Fala Professor e os encontros da AGB servem para a formação política e pessoal dos participantes; reafirmou a necessidade dos  associados e envolvidos com a AGB ajudarem a resolver os equívocos e falhas encontrados no encontro, já que os trabalhos da AGB são construídos coletivamente, a partir do trabalho das SLs, principalmente; chamou a atenção para todos continuarem se organizando e que todos pudessem voltar para as suas SLs com força para a luta e organização no âmbito acadêmico, científico, político e popular, dimensões concretas do trabalho da AGB; por fim, ressaltou que a materialidade dos diálogos realizados durante o encontro deve ser amadurecida para o Encontro Nacional de Geógrafos.

 

Paulo (AGB Catalão) – trouxe uma avaliação da logística do evento e reforçou a necessidade da colaboração de todos para a realização do encontro; agradeceu aos alunos e professores da UFG – Campus Catalão que se desdobraram para dar conta do evento; considerou os percalços do evento, como por exemplo, a queda de energia no dia que temos uma atividade a noite; declarou que acredita ter atendido aos objetivos e propostas das RGCs onde o evento foi pensado e concebido e representando a SL Catalão, agradeceu a participação de todos; por fim, falou da necessidade de mapearmos pelo site do encontro a participação dos encontristas e as localidades de onde vieram para e se possível divulgar essa informação.  

 

Cleiton (AGB Cuiabá) – agradeceu pela oportunidade de participar do seu primeiro Fala Professor e ressaltou a certeza de ter acertado por ter vindo ao encontro já que estava muito satisfeito com as trocas de experiências que realizou; agradeceu a coordenação do evento e aos alunos e professores da UFMT pela participação; por fim, desejou que este evento se solidifique ainda mais.

 

Romário – elogiou a organização do evento e também a participação dos alunos e professores de Cuiabá; lembrou que o site do encontro ficou muito desatualizado e as informações demoraram muito a sair na home page do evento; indagou sobre a ausência da AGB Goiânia, primeiro pela história da SL e também pela proximidade de Catalão; ressaltou que todos os estudantes que estavam com ele reivindicaram os certificados para comprovação para as agências financiadoras, por exemplo, e reforçou a importância da publicação dos

relatos de experiência como uma contribuição científica; por fim, afirmou que em 2016 estará no ENG.

 

Luciana (AGB Porto Alegre) – falou como professora da educação básica do estado de Santa Catarina e este foi o primeiro Fala Professor que participou; o objetivo da vinda foi atingido por ter conseguido ver a geógrafa que é feita no Brasil com as experiências e as trocas em salas de aula e pretende dialogar com os colegas no Estado e tentar reativar a SL de Santa Catarina; parabenizou a organização e apontou os problemas com relação as informações publicizadas no site, muito desatualizadas; lembrou que para o professor da educação básica é importante ter certificados por conta da pontuação nos concursos e processos seletivos, estes pontos valem para atender a burocracia. 

 

Ronaldo (AGB Catalão) – constatou sobre o esvaziamento generalizado de eventos por todo o Brasil por conta dos cortes de verbas das Universidades, esta falta de apoio muitas vezes dificulta a participação dos estudantes e professores; agradeceu o esforço de todos que vieram; avaliou que as inscrições foram um pouco caras, quando somadas às associações podem ter pesado um pouco; esperava uma maior participação dos professores do sudeste de Goiás e mesmo de Catalão, especialmente da AGB Goiânia; avaliou que os debates que ocorreram no encontro foram muito ricos; afirmou que a certificação é importante e que pode ser pensado o envio por e-mail dos certificados; pediu para ter mais exigências para o envio dos textos para os REs, é preciso ter rigor para as publicações; por fim, ressaltou que as atividades culturais foram bacanas e questionou se não era o caso de ter tido um momento do encontro livre para as pessoas irem ao centro da cidade verem as Congadas.

 

Natália  (AGB Catalão) – agradeceu as SLs e a Nacional pela organização do evento; lembrou que as ideias para todas as atividades culturais foram construídas coletivamente, envolvendo as SLs que compuseram a comissão cultural e acredita que foi possível mostrar um pouco das diferentes artes do Estado de Goiás, principalmente as congadas e a catira.

 

Priscila (AGB Catalão) – agradeceu ao movimento estudantil da regional Catalão que se envolveu na construção do Fala, principalmente as atividades culturais; com referência a taxa de inscrição ressaltou que ela deve ser repensada para que mais pessoas pudessem participar; se desculpou por, talvez, não ter acolhido a todos da maneira que merecem.

 

Izadora (AGB Catalão) – ressaltou a contribuição que o encontro traz para a SL e também para cada um que participou da organização coletiva do evento; agradeceu a todos que participaram.

 

Cláudia (AGB Ituiutaba) – agradeceu a recepção da SL Catalão e disse que todos que vieram de Ituiutaba (23 pessoas) estavam muito satisfeitos e que os relatos sobre o alojamento são muito positivos, a estrutura foi muito boa; agradeceu ao Gabriel (SL Catalão) pela força que vem dando para a retomada da AGB Ituiutaba; questionou sobre a certificação e a necessidade de ter os papéis para prestar contas e também ressaltou que os valores da inscrição podem ser repensados; por fim lembrou que a comunicação precisa melhorar para a organização do evento entre as SLs.

 

Ricardo (AGB Juiz de Fora) – defendeu o formato do encontro, os Relatos de Experiência, por exemplo, foram muito positivos, além de tratarem das questões da sala de aula, foi possível tratar de questões da carreira docente, condição/precarização de trabalho, legislação, entre outros pontos importantes para os professores; trouxe a importância também de ter tido Trabalhos de Campo nesse encontro, avaliou como muito positivo, já que esta é uma disputa feita inclusive nas graduações pela manutenção dos campos; diferenciou a certificação para ter acesso ao encontro e para publicação, reforçou que é preciso garantir o principio de acessibilidade, criar formas para ter acesso é uma questão que sempre precisa ser discutida e lembrou que a certificação para publicação foi garantida nos anais do encontro. 

 

Eduardo (Pró SL Rio Claro) – ponderou que foi acertada a opção, mesmo que tardia, de fazer o convite para a representante do MEC para compor a Mesa de Abertura; o fato de não ter sido aberto o debate com a plenária foi frustrante a principio, mas é possível avaliar que esta forma talvez tenha sido interessante, pois o diálogo entre as professoras da mesa, a partir das provocações, aconteceu e rendeu um bom debate; reforçou como é ruim casar atividades nos mesmos horários, como Oficinas e Trabalhos de Campo; ressaltou que a monitoria precisa ser debatida, acumular sobre as práticas da monitoria para pensar o não consumo do encontro em uma entidade horizontal; defendeu que essas discussões precisam ser retomadas; reforçou que para este Fala não foi possível resgatar esse acúmulo e de maneira emergencial a SL Catalão resolveu todas as atividades, mas a ideia de monitoria deve ser ampliada, onde as pessoas que trabalham também possam se inserir no encontro; avaliou que o ato de desagravo foi muito importante, foi forte e o calor da indignação de quem está com o pé na luta mostrou a capacidade que a AGB tem de misturar o político com o acadêmico e o científico com o militante; afirmou que esse Fala foi extremamente positivo; e por fim, agradeceu a todos que se envolveram.

 

Solenildo (AGB Fortaleza) – parabenizou todos os esforços para a organização do evento e lembrou que tudo isso aconteceu mesmo nesse momento de greves e cortes de verbas nas instituições; considerou o aceite automático dos REs como positivo; criticou o mapa entregue no kit encontrista, ressaltou que em um encontro de geografia não pode ser feito um mapa sem qualidade; questionou sobre a possibilidade de fazer um documento -certificado- para garantir a quem precise deste para a prestação de contas; avaliou que o ato de desagravo foi o ponto alto do evento, colocou que foi muito importante ter aquele momento; por fim, lembrou que mesmo coincidindo na data com a Anpege isso não foi um problema.

 

Gabriel (AGB Catalão) – lembrou que muitas questões que aparecem nas falas sobre a avaliação do evento, também apareceram nas discussões realizadas nas RGCs, ou seja, é muito importante que essas demandas sejam pautadas nas SLs e assim fortalecer a base para construir os eventos nacionais da AGB; considerou que não são apenas nas falas das plenárias finais que devem ser construídas propostas e pensados encaminhamentos para a entidade; ponderou que as assembleias das SLs precisam ser vigorosas e que esses debates apareçam nas RGCs; afirmou que o trabalho pela mobilização tem que ser constante; avaliou que a infraestrutura foi além da necessidade das pessoas presentes; reconheceu que o número de pessoas pode não ser expressivo, mas a representatividade dos relatos de experiência foi muito significativa; solicitou que a definição do Fala deve acontecer no próximo ENG, com três anos de antecedência; por fim, agradeceu aos agebeanos de Catalão, à DEN e todas as SLs que participaram da construção e realização do Fala.

 

Thalismar (AGB Vitória) – agradeceu a todos por esta possibilidade de diálogo que traz as críticas  para o aprimoramento dos eventos da AGB, afinal estas críticas são importantes; esclareceu que a professora Lana declinou ao convite e o professor Horiestes não pôde participar por questões de saúde; as mudanças que aconteceram no percurso estão presentes nas atas das RGCs; ressaltou que o processo de elaboração e manutenção do site do encontro de fato foi falho, visto que poucas pessoas se envolveram neste trabalho e esta é uma dificuldade que precisa ser resolvida para os próximos encontros; ponderou que a questão de não ter certificado de REs vem de um longo debate referente ao produtivismo acadêmico e nesse sentido, muitos debates foram feitos nas últimas RGCs e a partir de uma deliberação de RGC se entendeu que os REs tem outra natureza; afirmou que nas RGCs também houve uma preocupação sobre a acessibilidade dos professores e disse ser necessário dialogar sobre os casos dos participantes que precisam dos documentos para a prestação de contas nas escolas e/ou universidades; com relação aos custos das inscrições não pode ser esquecido que a política de acessibilidade vai muito além desse valor,  alojamento, subsídio para a alimentação, tudo isso, também está envolvido; por fim lembrou que sempre é bem vindo este diálogo para se construir coletivamente a AGB e seus eventos.

 

 

2 – RELATOS E PROPOSTAS REs, GTs E PLENÁRIA 

 

2.1 - Relatos de Experiência (REs)

Os relatores dos REs que estavam presentes na plenária apresentaram de forma breve as principais questões e propostas levantadas neste espaço. Outros relatores deixaram suas anotações para serem lidas pela mesa. No total foram inscritos 202 Relatos de Experiência e apresentados 148. A publicação dos anais garantirá o compartilhamento dos REs na íntegra.

Eixo Educação popular e contra-hegemônica

Educação Popular: Eduardo (AGB Niterói) – foram apresentados 09 REs dos 16 inscritos; durante os dois dias de trabalho a dinâmica do trabalho se deu a partir do conteúdo dos REs e não foi seguido um modelo único de apresentação; houve relatos de professores da educação básica, do ensino superior e também de estudantes de graduação e pós-graduação e essa troca de experiências que passou pela prática da sala de aula, passando pelo currículo e também pela formação continuada de professores, contribuíram muito para as reflexões. Educação Ambiental: Ricardo (AGB Juiz de Fora) – foram apresentados 12  REs, sendo 11 REs de professores da educação básica e 01 (um) trabalho de um professor de ensino superior; o debate dos REs permitiu um diálogo sobre o trabalho de campo e programas do governo federal como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid); e foram discutidos pontos que dizem respeito a interdisciplinaridade e a apropriação que a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) faz desse ponto importante a ser trabalhado; houve no  início um problema com data show que foi resolvido e  a maioria dos participantes ficou nos dois dias. Derly (AGB Belo Horizonte) – Os REs não devem acontecer em um formato de aula, deve-se oportunizar o diálogo entre os professores, desde aqueles que estão começando sua graduação até àqueles que estão se aposentando; assim, deve-se manter os relatos dentro da estrutura do encontro, e é necessário pensar esse formato inclusive para o próprio ENG. RE é a principal atividade do Fala. Educação do Campo e Educação Popular: Osmar Fávero - Foram apresentados e debatidos nove REs neste sub-eixo. Foram debatidos temas importantes como agroecologia, políticas públicas de desenvolvimento rural, projeto de extensão universitária, pensamento de Marx para o ensino de geografia, entre outros. Os trabalhos também foram produzidos em diferentes contextos como experiências na educação básica, pesquisas de mestrado e como parte do PIBID.

 

Eixo Práticas de Ensino

Novas tecnologias e outras geografias: Leandro (AGB Belo Horizonte) –  foram apresentados 13 REs e a forma decidida para organização da apresentação foi coletiva, reconheceu que o tempo para o diálogo é para alguns foi pouco e para outros que apresentam o seu trabalho e vão embora é muito tempo; sobre o conteúdo foi discutido muito sobre o acesso ao ensino e outras formas de ensino, especialmente com vínculos a arte. Gabriel (AGB Catalão) – muitos trabalhos apresentaram relação com a cartografia, houve uma grande diversidade de apresentação, foram apresentados 10 trabalhos de professores da rede básica, universitários e estudantes do Pibid e também do PET; a falta de laboratórios nas escolas e profissionais específicos para realizar este trabalho foram apontados como um gargalo da discussão de tecnologia nas escolas; experiências de geotecnologia na educação básica foram compartilhados. Práticas pedagógicas e materiais didáticos: Cilícia (AGB São Luís) – o grupo reconheceu que os REs foram um espaço de trocas efetivas de experiências, muitas vivências foram compartilhadas entre professores do ensino básico e ensino superior, além dos estudantes do Pibid que participaram; temas como produção de oficinas e jogos para as aulas de geografia foram apresentados e também a produção de materiais de baixo custo; as apresentações foram feitas entre 10 a 15 minutos, sempre com a possibilidade de intervenções; Sala 306 – foram apresentados 10 REs com as seguintes temáticas/discussões: importância dos recursos didáticos nas aulas de geografia, a narrativa do lugar a partir da realidade do aluno, a experiência de “feira culinária” para discutir a questão regional, experiência de bolsistas do PIBID no ensino de geografia sobre bacias hidrográficas, jogos de tabuleiros para se ensinar geografia, utilização de jornais na sala de aula, entre outros; 

Eixo Direitos humanos

Étnico-racial; Diversidade cultural; Inclusão Questão de gênero e sexualidade: Tatiane (Pró SL Rio Claro) – a questão central foi com a sociedade e a geografia vem tratando estas questões; os trabalhos foram articulados uns com os outros e questões foram propostas para o diálogo no RE; houve também um debate sobre inclusão e produção de materiais didáticos.

 

 

Eixo Políticas e lutas educacionais

Precarização do trabalho docente; Políticas educacionais, currículo e mecanismo de avaliação; A geografia na sala de aula frente à mídia e as geografias hegemônicas: Lucas Gomes – Foram apresentados oito REs com as temáticas: direito à educação da população que mora na zona rural, dicotomia entre a sociedade e natureza, a questão da redução da maioridade penal, experiências das escolas itinerantes do MST, a representação do urbano nos livros didáticos, a geografia no modalidade da EJA e a prática didática da geografia na cartografia.

2.2 – Grupos de Trabalho (GTs) e Diálogo dos GTs

Foram inscritos 4 GTs: “Indígena”; “Qual o fim da Geografia?”; “A Geografia e o Atual Contexto das Reformas Educacionais”; “Em debate a Meta 7 do Plano Nacional de Educação (2014)”. Os dois últimos se unificaram no mesmo espaço de discussão. Foram apresentadas e debatidas as propostas que vieram do Diálogo dos GTs, onde os três grupos debateram e refletiram os possíveis encaminhamentos desse encontro.

Propostas apresentadas pelos GTs e aprovadas pela plenária:

A) Reforçar que a página da AGB Nacional seja um espaço de referência para a troca de informações entre os professores. Tanto para leitura de textos, como para apresentarem os seus trabalhos. E que o mecanismo para a realização desta proposta seja o envio destes textos para a lista Interseções e/ou email da AGB Nacional;

B) Produção de material para o trabalho dos professores em sala de aula a partir de 5 pontos considerados fundamentais para o debate da temática indígena, quais sejam: diversidade dos povos, vitimização, esteriótipos, reserva e terra indígena;

C) Fortalecer na Articulação Nacional da AGB sobre a Questão Indígena o debate sobre a permanência e ingresso dos estudantes indígenas na universidade;

D) Verificar a possibilidade de construir um Fórum online na página da AGB para discussão de diferentes temáticas;

E) Solicitar alteração da data de conclusão da BNCC por meio do envio de uma carta ao MEC e ao conselho nacional de educação ponderando a necessidade de ampliação dos prazos para 1 ano. Devem realizar esta proposta as SL Rio/Niterói/SP;

F) Intervir na construção da BNCC, caso a prorrogação do prazo seja aprovada, e exigir a publicização dos documentos e dos prazos estipulados pelo MEC;

G) Construção de agendas locais - Agenda de trabalho nas seções locais. Efetivar a agenda de trabalho e publicizar nos canais de comunicação da AGB e buscar articulação com a comunidade geográfica;

H) Posicionamento contrário a lei Escola sem partido em SP;

I) Divulgação dos documentos nas escolas SLs/GTs Estudo do PNE com construção de análises em parceria com outras entidades, como sindicatos de classe, entidades de área, e seções locais da AGB;

J) Questionar a consulta pública virtual e propor audiência pública;

K) Realizar levantamento científico sobre o fechamento e existência dos cursos das licenciaturas em geografia. Cada seção local pode elaborar um panorama até o XVIII ENG;

L) Questionar a comissão de elaboração da base sobre os fundamentos do processo de aprendizagem, considerando os conhecimentos propostos na BNCC. Encaminhar documento elaborado pelos GTs para a comissão;

M) Articular localmente com outras entidades para pressionar as secretarias de educação municipais e estaduais a realização de debates públicos sobre a BNCC e incluir nas reflexões o impacto da base na formação docente e materiais didáticos;

N) Posicionamento contrário a precarização das condições de trabalho docente: salas superlotadas, plano de carreira inexistente ou precário, sem incentivos a formação continuada (congressos, seminários e pós graduação), terceirização, jornada exaustiva, baixos salários, redução da autonomia;

O) Contrariedade ao fechamento dos cursos de licenciatura em geografia na cidade de São Paulo: pela existência de mais cursos de licenciatura em geografia;

P) Contrariedade a reorganização em ciclos das redes de ensino, em especial o que está ocorrendo no Estado de São Paulo, implicando na redução da carga horária da disciplina;

2.3 – Propostas da Plenária

A) Tatiane (Pró SL Rio Claro) – Realização de uma carta de apoio a permanência do Pibid nas escolas– A carta será apresentada no momento da apresentação das moções ao final da plenária.

B) Gabriel (AGB Catalão) – A definição da próxima sede do Fala Professor deve ser aprovada na plenária final do ENG 2016. Houve a reformulação da proposta a partir do diálogo com a plenária e a proposta foi reelaborada para que na próxima convocatória da RGC entre o ponto de pauta Fala Professor, com indicativo de sede e esse encontro seja debatido de modo permanente nas RGCs. Proposta aprovada.

C) Derly (AGB Belo Horizonte) – Apresenta o indicativo da SL Belo Horizonte assumir o próximo Fala Professor e na próxima RGC será dada a resposta definitiva.

 

 

 

3 – PRESTAÇÃO DE CONTAS DO VIII FALA PROFESSOR

 

O tesoureiro da Diretoria Executiva Nacional, Flávio (AGB Vitória), conjuntamente com Caio (DEN/AGB São Paulo) apresentaram a prestação de contas do evento. A Prestação de contas do VIII Fala Professor, foi aprovada por unanimidade pela Plenária Final do encontro.

 

 

Tabela 01: Entradas VIII Fala Professor (Catalão-GO, 2015)

 

 

Entradas Fala

Inscrições pelo site - Pag Seguro

R$ 25.001,91

Inscrições com Pendências

R$ 935,00

Novas Inscrições

R$ 705,00

Trabalhos de Campo

R$ 1.045,00

Alojamento

R$ 1.860,00

Alimentação (venda tickets)

R$ 1.635,00

Camisetas e bolsas

R$ 810,00

Capes

R$ 3.000,00

CNPQ

R$ 15.000,00

 

 R$ 49.991,91

 

Tabela 02: Saídas VIII Fala Professor (Catalão-GO, 2015)

 

 

Saídas VIII Fala Professor

 

Alojamento

R$ 13.197,30

Palestrantes

R$ 5.562,01

Kit Encontrista

R$ 4.458,81

Cultural

R$ 274,18

Alimentação

R$ 3.474,55

Gráfica

R$ 1.428,00

Limpeza (Materiais + UFG + Alojamentos 1, 2 e 3)

R$ 6.198,62

Site

R$ 5.820,18

Trabalho de Campo

R$ 1.480,00

Secretaria

R$ 1.786,40

Oficinas e minicursos

R$ 23,96

Outros

R$ 3.099,80

 

R$ 46.803,81

 

 

 

 

Tabela 03: Saldo Final do Fala Professor VIII Fala Professor (Catalão-GO, 2015)

 

 

Total de Entradas

R$ 49.991,91

Total de Saídas

R$ 46.803,81

 

Saldo Final do Fala Professor

R$ 3.188,10

 

 

4 – MOÇÕES E CARTAS

 

 

 

Todas as Moções e Cartas que dizem respeito as propostas que foram aprovadas, tiveram apenas alteração na redação original. Seguem os textos definitivos:

 

A) Moção de Repúdio à Lei da Escola Sem Partido

 

A AGB é contra ao Projeto de Lei 1301/2015 (“Escola sem Partido”) de autoria do deputado Luiz Fernando Machado (PSDB/SP).

 

Sob o pretexto de “vetar a doutrinação política, partidária ou ideológica” nas escolas, este instaurará a censura e a perseguição política contra professores e estudantes. Esta lei proíbe e criminaliza discussões que envolvam questões de caráter religioso ou de gênero, além de intimidar professores e estudantes na convocação de manifestações/atos públicos/passeatas sob pena de repreensão.

 

É um perigoso ataque à liberdade de expressão de professores e estudantes, um grave ataque à livre discussão no interior das escolas, além de ferir a autonomia e a liberdade de cátedra docente (Lei 444/85 do Estatuto de Magistério Estadual de São Paulo).

 

B) Moção de Repúdio ao Fechamento de Cursos de Licenciatura em Geografia na cidade de São Paulo

 

A AGB é contra o fechamento sistemático de vários cursos de licenciatura de geografia na cidade de São Paulo (como o exemplo da PUC-SP) e defendemos que deve-se fomentar políticas para garantir os cursos de licenciatura em geografia na cidade de São Paulo, bem como em todo território nacional.

 

 

 

C) Moção de Repúdio à política de “otimização” da Rede de Ensino do Estado de São Paulo

 

            A AGB é contra a “otimização” promovida atualmente pelo governo do estado de São Paulo. Esta reorganização está sendo imposta pela SEE-SP e não foi debatida pela comunidade escolar (alunos, professores, funcionários e pais).                                                 

 

            A “otimização” está ocorrendo para cortar verbas da educação, somente em 2015 foram cortados cerca de 1,2 bilhões de reais da verba da educação pelo governo do estado de São Paulo.

 

            Com essa política centenas de escolas serão fechadas, está sendo extinto o período noturno em várias escolas da rede estadual de São Paulo, assim como a diminuição da oferta de Educação de Jovens e Adultos no Ensino Médio.

 

            Cerca de 1 milhão de estudantes serão remanejados de maneira arbitrária e milhares de professores serão remanejados compulsoriamente (caso não consigam escolas, tendem ficar adidos).

 

            Milhares de professores temporários serão demitidos em 2016, cerca de 40 mil docentes, que se juntarão ao cerca de 20 mil que foram demitidos no começo de 2015. Muitos trabalhadores terceirizados da merenda e de limpeza, também serão demitidos.

 

            Este duro ataque do governo Alckmin contribuirá para a superlotação das salas de aula, aumentando a evasão escolar.

 

            Portanto, a AGB é totalmente contra à esta forma de “otimização” na rede estadual de ensino de São Paulo, que na prática reduz os investimentos na educação, fecha escolas e demite professores e superlota as salas de aula das escolas existentes.

 

 

 

D) Moção de Repúdio à Precarização das Condições de Trabalho do Professor Brasileiro

 

             A AGB é contra à precarização das condições de trabalho docente que ocorre em várias redes de ensino do território nacional.

 

Entendemos por precarização: salas superlotadas, inexistência e a precariedade dos planos de carreira vigentes, falta de incentivo à formação continuada docente (com a possibilidade de formação em encontro de área, congressos, seminários e pós-graduações), terceirização e contratos precários, jornadas exaustivas, baixos salários e a redução da autonomia docente.

 

Entendemos, ainda, que é necessário que a Lei do Piso seja aplicada em todas as redes de ensino e que, além disso, deve haver um aumento no valor do piso.

 

Somos contrários à “pedagogia dos índices”, que responsabiliza a escola e o professor pelo baixo desempenho nos índices educacionais, estabelecidos pelas avaliações externas, além disso interfere na autonomia docente, no currículo escolar e na prática do professor em sala de aula.

 

D) Carta de apoio ao ingresso e permanência dos estudantes indígenas no ensino superior AGB reconhece o avanço a respeito do ingresso dos estudantes indígenas nas universidades entendendo que esta política deve ser ampliada. Por outro lado, percebe que a permanência desses estudantes ainda é precarizada. Dentro deste contexto, convocamos os professores e estudantes indígenas e não indígenas para construírem essa pauta junto da Articulação Nacional GT Indígena.

 

 

Moções e cartas rejeitadas:

 

 

 

A) Moção de Repúdio às Escolas Militarizadas em todo o Brasil.

 

A AGB é contra a militarização das escolas que vem ocorrendo em várias redes do território nacional. Esta tem reduzido a autonomia dos professores, dos pais e dos alunos no interior das escolas.

 

Destaques: Quais são os dados sobre desta militarização? É necessário fazer uma discussão mais aprofundada nas SLs e GTs para encaminhar esta moção. Fica o indicativo para as SLs e GTs dialogarem sobre esta questão e estudarem os casos e criar uma nota de repúdio. MG e GO devem se posicionar. Encaminhamento: que as SLs e GTs pautem e aprofundem esta questão e tragam para o debate nacional, via articulação de GTs e RGCs.

 

B) Moção de Repúdio aos ajustes fiscais que retiram verbas da educação – Por mais investimentos públicos na educação pública.

 

A AGB é contra os ajustes fiscais que estão ocorrendo nos governos federal, estaduais e municipais. Esses ajustes fiscais jogam a conta da crise nacional na classe trabalhadora, retirando os direitos dos trabalhadores, precarizando o trabalho dos funcionários públicos e retirando verbas das áreas sociais, em especial, educação. Somos contra o ajuste fiscal do governo federal que retirou 1/3 da verba de educação, cerca de 7 bilhões de reais e outros governos como o Estado de São Paulo que retirou 1,2 bilhões de reais da educação. Que os ricos paguem por essa crise. Por mais investimentos em educação em todos os níveis e governos. Pela ampliação de verbas em educação no governo federal. Pelo gradual aumento da participação da educação do PIB Nacional.

 

Destaques: faltam fontes de dados, nos municípios não tem se cortado verbas, por exemplo. Nos cortes no MEC são feitos em determinadas diretorias. É preciso ter cuidado com argumentos planfetários para compor uma moção; Pautas políticas precisam ser dialogadas e discutidas pelas SLs e GTs e amadurecidas para serem repudiadas publicamente pelas SLs e GTs.

 

 

 

C) Carta de apoio ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)

 

A AGB, entidade que historicamente tem composto a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade vem através desta manifestar o seu apoio ao movimento “Fica Pibid”. Tal movimento vem se organizando em todo o território nacional como forma de defender e reconhecer a permanência desse programa nas escolas públicas brasileiras e ainda por se constituir em um espaço fundamental para a formação inicial de professores não só de geografia mas também das demais disciplinas.

 

Destaques: não há consenso sobre estes programas do governo federal na AGB. As SLs e o GTs precisam aprofundar este debate e discutir nacionalmente esta questão para poder se posicionar. Fica o indicativo para as SLs e GTs discutirem a questão do Pibid, ainda que a AGB seja contra qualquer tipo de corte para a educação. É necessário que a entidade tenha acúmulos para aprovar estas questões. Encaminhamento: que as SLs e GTs pautem e aprofundem esta questão e tragam para o debate nacional, via articulação de GTs e RGCs.

 

 

5 – VOTAÇÃO E DEFINIÇÃO DA ARTE DO XVIII ENCONTRO NACIONAL DE GEÓGRAFOS

 

 Tendo em vista que a AGB recebeu apenas uma proposta para identidade gráfica do evento, seguindo todas as orientações previstas na convocatória, a votação e definição da arte não aconteceu. Foi encaminhado que as deliberações a respeito deste ponto deveriam ocorrer na 124ª RGC, que teria sua continuidade logo após o término da Plenária Final do VIII Fala Professor. 

 

 

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