A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) foi eleita para compor o Conselho Nacional das Cidades, no segmento das entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa, durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades (6ª CNC), realizada entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2026, em Brasília.
A eleição representa um importante reconhecimento da trajetória histórica da AGB na produção crítica do conhecimento geográfico e na formulação de propostas para a política urbana brasileira. A continuidade da participação no Conselho fortalece o compromisso da entidade com o debate público qualificado, a defesa do direito à cidade e a construção de políticas urbanas socialmente justas e territorialmente democráticas. Além dos delegados indicados pela AGB, diversos geógrafos se mobilizaram para estar presentes durante a conferência.
A chapa eleita é completa por entidades titulares e suplentes. Foram eleitas como titulares, além da AGB, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR), o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasi (CAU). Entre as entidades suplentes estão a Rede BR Cidades (BRcidades), o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), a Associação Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (ANEAC), o Observatório das Metrópoles e o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).
A articulação entre essas entidades expressa a convergência de diferentes campos do saber e da prática profissional em torno de uma agenda comum: o fortalecimento da política urbana como política de Estado, a ampliação da participação social e a defesa de cidades mais inclusivas, sustentáveis e democráticas.
A presença da AGB no Conselho Nacional das Cidades reafirma o papel estratégico da Geografia na compreensão das dinâmicas territoriais, na análise crítica das desigualdades socioespaciais e na construção de alternativas comprometidas com a justiça social. Trata-se de uma conquista coletiva que amplia as possibilidades de incidência política da entidade em um espaço institucional fundamental para o futuro das cidades brasileiras.

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