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XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

Nota em apoio a luta do povo indígena Gamela

Nota em apoio a luta do povo indígena Gamela

 Nós, entidades, associações, movimentos sociais e comunidades, declaramos apoio e solidariedade ao povo indígena Gamela, que realizou no dia 15/08/2016, a retomada de mais uma parte do seu território tradicional, que se encontrava invadida por fazendeiros e empresários no município de Viana/MA, totalizando 8 retomadas feitas até o momento.

A área retomada trata-se de uma fazenda ás margens do rio Piraí, local sagrado para o povo Gamela, pois é morada de João Piraí, encantado protetor do rio e do povo. O local estava sendo destruído por fazendeiros que devastaram suas margens, assorearam seu leito, retiraram dele milhares de toneladas de barro para cerâmica – tijolo e telhas e desviaram o leito do rio para dentro dos açudes, afetando na reprodução e provocando a extinção dos peixes fonte de alimentação do povo.

Somos testemunhas que desde 2013 esse povo vem num processo de insurgência, lutando pela afirmação de sua identidade e do seu território. Essa luta, legítima, não vem sendo respeitada pelo governo federal, por meio da FUNAI, que tem obrigação legal de fazer a regularização fundiária dos territórios indígenas, uma obrigação prevista na Constituição Federal. Dessa forma, os indígenas empreendem ações próprias, colocando em risco até mesmo suas vidas. Pois no inicio do ano os indígenas denunciaram que o mesmo invasor dessa área que foi retomada, havia colocado homens armados (pistoleiros) para intimidá-los, os mesmos denunciaram tal fato bloqueando a MA-014, estrada que corta o território indígena.

Portanto, reconhecemos que a luta do povo Gamela é legítima, e repudiamos quaisquer ações que poderão ser praticadas por fazendeiros tais como:

1. Ameaças de morte a lideranças do povo;
2. Contratação de milícias;
3. Disparo com arma de fogo contra o acampamento;
4. Intimidação de indígenas nas comunidades para entregar informações;
5. Aliciamento de jovens com promessa de emprego nas cidades (Viana, Matinha e São Luís.
6. Destruição dos recursos naturais, espaços sagrados e simbólicos de culto, cura, ervam medicinais e de alimentação, fundamentais à sobrevivência física e cultural do povo. 

Diante dessa situação, exigimos que a FUNAI crie imediatamente o Grupo de Trabalho para estudo da terra indígena Gamela; que o Governo do Estado garanta a segurança do povo nesse momento de tensão e conflito.

 Assinam:

Conselho Indigenista Missionário
CEBi-MA Centro de Estudos Bíblicos 
CEBs Comunidades Eclesiais de Base
CNBB Regional Nordeste 5
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB
Povo TREMEMBÉ - Raposa- MA
Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM)

CPT Marajó – Pará 
Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do MA
Comissão Pastoral da Terra – CPT Maranhão
Núcleo de Extensão e Pesquisa com populações e comunidades Rurais, Negras quilombolas e Indígenas (NuRuNI), do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente da UFMA
CSP Conlutas-Central Sindical e Popular
Associação Nacional de Ação Indigenista - Maranhão (ANAÍ-MA)
Comunidades Quilombolas de Santa Helena – MA 
Comissão de Direitos Humanos da OAB MA
Povo Tupinambá, aldeia Serra do Padeiro, T I Olivença
Comunidade Quilombola Ilha de São Vicente- Tocantins
Fundação Barros
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Espaço Agrário e Campesinato LEPEC UFPE
Comunidades Quilombolas Marfim, Cuba e Onça- Santa Inês/MA
CPT Acre
Coletivo Independente de Estudantes, Professores e Profissionais de Geografia do Estado do Maranhão
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Questões Agrárias - NERA UFMA

Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB)

Sindicatos dos Servidores do Detran-SINDET/MA

Foto: Assessoria de Comunicação - Cimi (15/08/2016)

XIX ENG será em João Pessoa em 2018

A SL João Pessoa apresentou proposta de candidatura para sediar o XIX ENG na plenária final do XVIII ENG São Luis.

Na Plenária Final do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos em São Luis, no dia 30 de julho de 2016, a SL João Pessoa apresentou a proposta de candidatura para sediar o XIX ENG em 2018. A proposta, aprovada em assembléia da SL, foi apresentada e divulgada dias antes do XVIII ENG começar. O propósito da divulgação era de incentivar a formação de uma nova Diretoria Executiva Nacional, para assim evitar o que ocorreu na plenária final do VII CBG, que ao término da plenária não conseguiu formar uma DEN nem ter uma escola sede garantida. Foram precisos algumas Reuniões de Gestão Coletiva para forma uma nova DEN e garantir uma SL para sediar o XVIII ENG.

A proposta foi apresentada por parte da diretoria que estava presente no ENG, os membros leram a carta/proposta e fizeram uma fala explicando o contexto de formação da gestão e o surgimento da ideia de ser a próxima sede do ENG[1]. Houve uma boa recepção por parte dos sócios que estavam presentes na plenária e foi perceptível a animação de alguns com a candidatura. Como de praxe a plenária foi consultada e todos que estavam aptos a votar levantaram seus votos, oficializando a escolha da próxima escola sede. O objetivo foi alcançado, a SL JP saiu da plenária final com a aprovação dos sócios e compondo a nova DEN.

Todos entendemos que realizar um ENG não é fácil, pois o mesmo é um dos maiores encontros de categoria brasileiro, mas com muita garra a SL JP assumiu o desafio de promover não só o encontro mais a construção da AGB e da ciência geográfica brasileira. Espera-se que tal desafio seja capaz de contribuir com a formação de geógrafas e geógrafos mais comprometidos com o seu dever de transformar a sociedade.

Sendo assim, anunciamos aos nossos sócios e sócias que a partir de agora estamos em contagem regressiva para o XIX ENG em 2018 em João Pessoa/PB. Palavras como Inovação, Criatividade e Ousadia se farão presentes nas ações cotidianas até lá. Tudo com o objetivo de promover uma verdadeira ocupação agebeana no estado da Paraíba.

Esperamos contar com toda ajuda das seções locais para garantirmos um encontro comprometido com a sociedade, queremos agregar, construir laços e romper barreiras.

Avante!!

O trabalho apenas começou...


[1] Para conhecimento da carta/proposta acesse o link 

Nota de Repúdio a Proposta Emenda Constitucional 241/2016

Nota de Repúdio a Proposta Emenda Constitucional 241/2016
 
A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) repudia veementemente o encaminhamento da PEC 241/2016 ao Congresso Nacional, e convoca a comunidade geográfica a se posicionar contrariamente ao retrocesso político e aos ataques aos direitos básicos da sociedade brasileira.
O Governo Federal interino enviou ao Congresso, no dia 15 de junho de 2016, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241/2016) que determinará o congelamento dos gastos sociais por 20 anos. Investimentos em Educação, Saúde e Previdência, direitos básicos e garantidos pela Constituição, passarão a ter um teto limitado a valores dos anos anteriores corrigidos apenas pela inflação. A aprovação desta proposta produzirá  drástica  redução dos recursos, o que inviabiliza  a manutenção de um sistema público de educação e saúde que já se apresentam com problemas centrais de qualidade e que, mesmo sem cortes, já aviltam a vida humana. A proposta atinge sobremaneira a Constituição de 1988 e levará ao desmantelamento do Estado, a perda de garantias sociais conquistadas e que até então foram timidamente implementadas pelos poderes públicos. A PEC 241 propõe, desta forma, a privatização dos sistemas de educação e saúde e obrigará os trabalhadores ao pagamento de serviços públicos que constitucionalmente são obrigações do Estado.
Desnuda-se claramente que o golpe parlamentar que nos impõe um Presidente sem nenhuma legitimidade se estabelece com o fortalecimento do pacto neoliberal que conduz à privatização e à perda de direitos sociais. A proposta do governo Temer, interino e ilegítimo, é a do Estado Mínimo, que coloca educação e saúde como mercadorias, eliminando políticas públicas que se consolidaram como bens públicos e direitos universais. Conclamamos geógrafas e geógrafos a se posicionarem frente a este grave ataque aos princípios da Constituição, uma vez que estes cortes de recursos representam a redução de benefícios, destituição de direitos, seja no mundo do trabalho, seja nas políticas sociais e na completa deterioração dos serviços públicos.  
A AGB, por sua história de defesa de direitos sociais no Brasil e pelo seu comprometimento na construção de uma sociedade justa e igualitária, não pode se esquivar deste debate e da tomada de decisão frente a este momento político e às perversas consequências da PEC 241/2016. Desta forma, propõe que as Seções Locais e os GTs se manifestem perante os desafios desta nova conjuntura e se somem às forças comprometidas no combate ao governo golpista e na defesa da democracia e respeito à Constituição de 1988.

Associação de Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional 
Biênio 2016-2018

Link da proposta de Emenda Constitucional: 

Nova Diretoria Executiva Nacional da AGB

Caros Agebeanos, 
no último dia 30 de julho de 2016, na Plenária Final do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos, em São Luís do Maranhão, no Auditório Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão, foi eleita a nova Diretoria Executiva Nacional da AGB.
Abaixo a nominata da chapa eleita por aclamação:
 
Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros, biênio 2016-2018

Coletivo de presidência - Presidente: José Gilberto de Souza (SL São Paulo/Pró SL Rio Claro) e Vice Presidente: Thalismar Matias Gonçalves (SL Vitória)

Coletivo de secretaria - 1ª Secretária: Natália Freire Bellentani (SL São Paulo/ Pró SL Rio Claro) e 2° Secretário: Luis Henrique Ribeiro (SL Rio de Janeiro)

Coletivo de tesouraria - 1° Tesoureiro: Wagner Scopel Falcão (SL Vitória) e 2° Tesoureiro: Pedro Luiz Damião (SL São Paulo)

Coletivo de publicações - Coordenador de Publicações/Suplente: Renato Emerson dos Santos (SL Rio de Janeiro) e Lara Schmitt Caccia (SL Porto Alegre)

Coletivo de comunicações - Akene Shionara (SL João Pessoa); Larissa Arvelos (SL Uberlândia) e Bruno Fernandes Magalhães de Oliveira (SL Belo Horizinte)

Coletivo de Articulação dos Grupos de Trabalho - Gabriel de Melo Neto (SL Catalão) e Theo Soares de Lima (SL Porto Alegre)



Confira a proposta de trabalho da nova diretoria no link abaixo.
Saudações para a nova diretoria e para todos os agebeanos!
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Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce

Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce

A AGB, através dos GTs das seções Rio/Niterói, Vitória, Viçosa e BH, assim como a DEN, participaram do processo de construção, da  Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce que ocorreu de 12 a 16 de abril com quatro rotas de trabalho no estado de Minas Gerais e Espírito Santo. Juntamente com mais  de 20 organizações, a proposta coletiva foi de promover uma abordagem territorial ampla e independente, produzir leituras compartilhadas sobre a tragédia/crime, analisando seus impactos, articulando diferentes lutas territoriais, mobilizando ações de denúncias e reivindicações, e ampliando o diálogo com a sociedade.

Confira mais no link abaixo e nos documentos em anexo:

Entrevista: Eduardo Barcelos fala sobre a Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce (link)

 

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